2ª Semana de Meio Ambiente e Comunicação

Devido à pandemia, dessa vez a SEMACOM foi totalmente digital

Durante a semana do dia 1º a 5 de junho, o Portal Mercadizar realizou a 2ª edição da Semana de Meio Ambiente e Comunicação. Dando continuidade ao projeto iniciado no ano passado e seguindo um de nossos princípios básicos, a valorização da Amazônia e do meio ambiente, propusemos o debate e a reflexão sobre o tema neste projeto. 

Em 2019, a proposta central foi promover a comunicação sustentável. Este ano, principalmente por conta do cenário que vivemos, o foco principal foi explanar, principalmente, sobre os impactos do desmatamento na Amazônia, sem deixar de lado a importância da sustentabilidade.

Por conta da pandemia do coronavírus, a programação este ano foi desenvolvida e publicada exclusivamente online no portal e em todas as redes sociais. Se você ainda não teve acesso aos conteúdos da 2ª SEMACOM, acesse abaixo na íntegra:

Desenvolvimento sustentável: o que são os ODS e o Atlas do Amazonas?

Arte: Mercadizar

Os 17 ODS foram instituídos pela ONU com o objetivo de orientar governos, empresas e sociedades para o desenvolvimento de um mundo mais sustentável e inclusivo. Criado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro, conhecida também como Rio+20, além deles também foram estabelecidas 169 metas e ambos integram a Agenda 2030, um plano de ação que busca a paz universal com mais liberdade. 

Em maio de 2019 foi lançado o Atlas ODS AM, projeto vinculado ao programa de pós-graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade da Amazônia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que no primeiro momento visava a construção de indicadores que avaliassem o status dos ODS e as metas da Agenda 2030 no estado. Com a pandemia do covid-19, pesquisadores do Atlas precisaram seguir outra direção, e hoje o projeto está totalmente voltado à pesquisa de informações e dados que permitam compreender o avanço do novo coronavírus no Amazonas.

Política ‘antiambiental’ e ‘boiadas’ ameaçam o futuro do meio ambiente no Brasil

Foto: Reprodução/Internet

O mundo tem passado por um processo de extrema degradação ambiental. Como consequência, a ocorrência de fenômenos como desertificação de grandes áreas no continente africano, fortes nevascas no hemisfério norte e derretimento das calotas polares preocupam ambientalistas e autoridades governamentais do mundo todo.

No Brasil, esse processo é ainda mais preocupante, uma vez que nosso país possui diversos biomas que contêm a maior biodiversidade do mundo e são agredidos de forma preocupante. Atividades de fiscalização são fundamentais para a preservação ambiental, uma vez que este tipo de ação tem como principal missão controlar os impactos ambientais causados por atividades prejudiciais. No último ano, sob a gestão de Jair Bolsonaro, como presidente, e Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, as políticas ambientais brasileiras sofreram flexibilizações que levaram a Amazônia a recorde de desmatamento. 

Em entrevista exclusiva ao Mercadizar, Lucas Ferrante, biólogo, pesquisador e doutorando em Ecologia do Inpa,  e Luiz Fernando de Souza Santos, sociólogo e professor do departamento de Ciências Sociais da Ufam, analisaram o atual cenário da legislação ambiental brasileira. 

Chico Mendes e o seu legado pela luta da preservação da floresta Amazônica

Foto: Reprodução/Internet

De acordo com o relatório anual da Global Witness, publicado em 2019, o Brasil foi o quarto país que mais matou ativistas ambientais, sendo cerca de 20 vítimas em 2018. Em terceiro lugar está a Índia com 23, em segundo a Colômbia com 24 e em primeiro lugar está as Filipinas com 30 mortes. 

Esta realidade também atingiu Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes, um seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro, assassinado em 1988 e que morreu em defesa do ideal da preservação da floresta Amazônica. Nascido em Xapuri, no estado do Acre, Chico criou na década de 70, enquanto ocupava o cargo de secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, os “empates”, quando toda a comunidade se unia para fazer barreiras com o próprio corpo nas áreas ameaçadas de destruição pelos serralheiros e fazendeiros e impedir o desmatamento. 

5 produções audiovisuais sobre a Amazônia que você precisa assistir

Arte: Mercadizar

Considerada a maior região de biodiversidade do Planeta, a Amazônia é o berço significativo de tantas espécies de seres vivos. Com a maior floresta tropical e bacia hidrográfica, é cenário de tantas viagens e histórias contadas através de documentários, filmes e minisséries. 

Selecionamos cinco produções audiovisuais entre documentários, filmes e séries sobre a Amazônia disponíveis no Youtube e em plataformas de streaming para você assistir. 

Moda e sustentabilidade: Novos hábitos de consumo

Arte: Mercadizar

A indústria da moda tem um grande impacto ambiental. Atualmente, é responsável pela produção desenfreada de peças de roupas e calçados que abastecem as maiores redes de lojas varejistas, e que se atualizam constantemente lançando novos produtos ao mercado. Estima-se que marcas responsáveis por este abastecimento despejam cerca de 80 bilhões de peças de vestuário por ano. Nesse contexto, os impactos socioambientais dos processos de fabricação passam, na maioria das vezes, facilmente despercebidos aos olhares do consumidor final.

Quando o consumo das peças de vestuário é ditado pelo valor estético e as indústrias não medem esforços para manter o padrão consumista e impulsivo dos consumidores, o debate principal propõe sabermos como a sustentabilidade pode ser incorporada para rever hábitos e estilos de vida enraizados na sociedade. Os impactos da produção tradicional de roupas em larga escala no meio ambiente são prejudiciais e se estendem por todo o ciclo produtivo. Conversamos com André Barbosa, jornalista de moda e sócio-fundador da MOTRIZ, empresa de consultoria em moda, e Renata Pinez, fundadora do Brechó 100K sobre o consumo responsável da moda. 

O futuro da beleza é vegano

Arte: Mercadizar

O estereótipo que envolvia o veganismo como apenas um mercado de nicho ficou no passado. À medida que os consumidores se tornam mais preocupados com a vida sustentável, eles estão mais conscientes dos ingredientes e métodos de produção por trás de seus produtos preferidos, afinal, o veganismo é um estilo de vida em ascensão que vai muito além de não comer carne. Envolve se abster de qualquer coisa que tenha um ingrediente animal e essa demanda por tudo que é vegano está levando outras indústrias a tomar nota, principalmente a da beleza. “O setor da beleza segue o da alimentação porque usamos muitos dos mesmos ingredientes”, disse Tata Harper, fundadora da marca Tata Harper de produtos de beleza naturais, em entrevista ao The New York Times. “Se os ingredientes são bons para se ingerir, também são ótimos para ser aplicados sobre a pele”.

Em entrevista ao Mercadizar, Deborah Moraes, vegana há cerca de um ano, comentou os benefícios da beleza vegana ao meio ambiente. 

A alimentação vegetariana e vegana também pode ser acessível

Foto: Silvio Louzada

Um pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope) mostrou que 14% dos brasileiros em 2018 já se declarava vegetariano, ou seja, não consome alimentos com carnes. Cada vez mais popular, o veganismo e o vegetarianismo tem ganhado mais espaço na imprensa e diversas empresas de comida tem lançado opções voltadas para esse público. 

Apesar disso, a informação não chega da mesma forma para todo mundo e se criou o mito de que para ser vegano é necessário ter grande poder aquisitivo. Conversamos com Silvio Louzada, criador do projeto Periferia Vegana, Kevellyn Jéssica, historiadora e criadora do perfil Vegana Nortista, sobre como tornar a alimentação vegana acessível.

Observatório do Marajó lança edição especial dos seus “Cadernos do Marajó” sobre os 40 dias da região com coronavírus

Arte: Observatório do Marajó

Desde que a primeira pessoa foi confirmada com coronavírus na região do Marajó (PA), no dia 15 de abril, a equipe do Observatório do Marajó já estava acompanhando a situação dos estados do norte do Brasil e, a partir de então, realiza análises semanais por meio de boletim em suas redes, constatando que a cada 10 dias os números de casos de Covid-19 no Marajó mais do que dobra. 

Os dados alarmantes mostram a importância do acesso à informação, que é também um direito à memória, já que dados não são apenas números em si, mas representações da população, de seres humanos. Nessa perspectiva, a reunião destas informações não se deu em virtude da magnitude do que o novo coronavírus representa neste momento para a sociedade, e sim pela relevância que a região do Marajó e os seus cidadãos possuem. Diante disso, esta edição especial dos “Cadernos do Marajó”, lançada em primeira mão durante a SMACOM do Mercadizar, se trata da análise dos 40 dias de Marajó com o coronavírus, e não o contrário. 

A próxima pandemia pode surgir na Amazônia

Foto: Reprodução/Internet

De acordo com especialistas, o rápido avanço do desmatamento na Amazônia está criando condições para o surgimento de futuras epidemias. É consenso na área científica que a perda da floresta pode levar à emergência de novos vírus e bactérias perigosos contra os quais a humanidade tem pouca defesa, o que causa epidemias e pandemias.

Com mais de 1.600 casos de covid-19, indígenas enfrentam uma pandemia, o desmatamento e o governo federal

Foto: Edgar Kanaykõ

Com 305 povos e 274 línguas diferentes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população indígena brasileira vive realidades diferentes que envolvem desde grupos isolados em zonas rurais até os que residem em áreas urbanas. 

A história recente nos relembra que epidemias chegaram a dizimar aldeias inteiras e, infelizmente, o vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, tem reavivado essa memória. Doenças respiratórias já são a principal causa de morte entre as populações nativas brasileiras, o que torna a pandemia atual especialmente perigosa para esses grupos. Com maior vulnerabilidade a doenças infectocontagiosas e dependentes de um subsistema médico que apresenta problemas de articulação com as secretarias estaduais e municipais de saúde, os povos indígenas deveriam estar no centro das discussões durante esta pandemia.

Em entrevista ao Mercadizar, Alessandra Nava, Lucas Ferrante, Luiz Fernando de Souza Santos, Philip Fearnside, Gabriel Veras e Luciene Kaxinawá falaram sobre o tema. 

A partir da 2ª Semana de Meio Ambiente e Comunicação, nos colocamos a disposição de todas as organizações ambientais da região Norte para trabalharmos juntos e continuarmos pautando o meio ambiente e a sustentabilidade. Para continuar acompanhando outros projetos do Portal, acesse www.mercadizar.com e @mercadizar no Instagram e no Twitter.



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