Por Isabella Botelho; 01/11/2019 às 14:51

Emicida pacifica o discurso e oferece o afeto como protesto em “AmarElo”

Declamando o amor, o rapper entrega álbum inédito

O tão aguardado AmarElo, mais novo disco do rapper Emicida, enfim chegou às plataformas digitais. Terceiro de uma trilogia que consolida uma das investidas artísticas mais consistentes dos últimos anos no Brasil, o disco contraria as expectativas (preconceituosas) de que seriam mais rimas raivosas contra o establishment.

Muito ao contrário disto, “AmarElo” é um disco solar, em que Emicida se coloca cada vez mais próximo da música brasileira, com participações tão coloridas quanto, como Pabllo Vittar, Zeca Pagodinho, Fernanda Montenegro, MC Tha. Para quem já estava acostumado com um Emicida mais combativo e contestador, o novo disco traz um lado seu que ainda não conhecíamos: propositivo, que celebra a união, a autoestima e que, sobretudo, convida ao diálogo. Ele oferece um abraço, um ombro amigo, flores, palavras de conforto.

Emicida e Deezer: O silêncio coletivo no Jornal Nacional 

Em meio aos constantes confrontos e desencontros ideológicos no país, por que não fazer um momento de silêncio? Essa foi a proposta que inspirou Emicida a criar, em parceria com a Deezer e a agência AKQA, a track Silêncio, faixa introdutória de AmarElo.

Com o intuito de conduzir os fãs a uma atmosfera reflexiva, o rapper ressignificou o silêncio e levou os sons do centro da Terra, capturados na instalação Sonic Pavillion, em Inhotim, Minas Gerais, à TV aberta. Esse minuto de silêncio poético foi inserido no filme veiculado na última quarta-feira, 30, no intervalo do Jornal Nacional.

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