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Conheça cinco mitos sobre o veganismo

Muitas vezes, quando em uma roda de conversa alguém diz que é vegano ou vegetariano, é comum que pessoas perguntem ou afirmem inverdades sobre a prática de alimentação.

Mesmo sendo algo interessante, a dieta deixa de ser seguida por alguns por haver muitos mitos espalhados e acreditados como verdades por pessoas que não conhecem a fundo a alimentação.

Aqui vamos explicar a você e desmentir os cinco principais mitos mais comuns associados ao veganismo.

– Veganos adoecem mais

Quando dizem que a alimentação vegana é carente de alguns nutrientes importantes para o cérebro e principalmente para o corpo, é evidente que não há embasamento na fala. 

Isso porque estudos demonstram que o organismo de vegetarianos possuem maior capacidade de neutralizar os radicais livres, absorvendo melhor os nutrientes, especialmente porque a qualidade da alimentação é melhor.

Em estudos realizados com vegetarianos, são apresentados dados de que eles têm menor risco de mortes por infarto e doenças cardíacas, melhor pressão arterial, menor risco de apresentar câncer, diabetes e obesidade.

Entre algumas das explicações estão a de que os veganos consomem mais fibras, nozes, sementes, grãos integrais, menos gorduras e, consequentemente, menos calorias.

– A proteína vegetal é inferior a animal

No organismo, a incorporação das proteínas, seja animal ou vegetal, não possui diferença, pois a estrutura do aminoácido é a mesma, independente da origem. A absolvição não causa prejuízo em nenhum aspecto.

De acordo com nutricionistas, o único micronutriente que não está disponível nos alimentos vegetais é a vitamina B12, que em geral precisa ser suplementada para pessoas onívoras e veganas, porque até em carnes o nutriente não é suficientemente absorvido pelo corpo humano.

– Precisamos de leite para obter cálcio

Este é um mito altamente espelhado, visto que muitos acham que o cálcio está presente somente no leite animal, consumido desde a infância.

Porém, existem vários alimentos de origem vegetal com excelente, alguns até com maior, teor de cálcio como, por exemplo, leguminosas verde escuro, gergelim, tofu fortificado e leite vegetal fortificado.

O cálcio presente em sementes de abóbora e girassol, amêndoas, couve, brócolis, grão de bico e muitos outros alimentos podem ser ótimos substitutos para o cálcio animal e até em casos de pessoas intolerantes à lactose.

– Ser vegano é caro

Talvez este seja um dos mitos mais espalhados como verdade por pessoas não veganas. Mas a verdade é que uma alimentação vegana baseada em comida de verdade, como frutas, legumes, cereais e leguminosas, é mais barata do que uma alimentação onívora.

Além de a comida natural ser mais saudável, ela pode ser encontrada em qualquer supermercado ou feiras ao ar livre. Porém, podemos atrelar o conhecimento de veganismo caro à “tendência” de alimentos veganos industrializados, produzidos por empresas com preço elevado.

Canais no Youtube ensinam como ter uma alimentação vegana acessível, com pratos diversificados feitos com legumes e verduras do dia a dia. Alguns deles são os canais Larica Vegana e Tá Querida.

– Crianças não podem ser veganas

Como já dito aqui, quando praticado de forma segura e sob orientação especializada, o veganismo é seguro em todas as fases da vida, assim como a alimentação onívora.

O Conselho Regional de Nutricionistas 3ª Região (CRN3) emitiu um parecer em 2015, afirmando que o veganismo é adequado para qualquer fase da vida. Para crianças, independente da idade, ainda beneficia no crescimento adequado e desenvolvimento.

Podemos lembrar aqui sobre o preconceito que muitos pais veganos recebem quando informam que os filhos seguem a mesma dieta, ouvindo que estão impondo uma alimentação fraca e tirando de crianças prazeres alimentícios, porém, alimentar com carnes, açúcares refinados, transgênicos e derivados animais também é um hábito que os pais impõem aos filhos desde pequenos.

Ou seja, independente da dieta escolhida, veganismo ou alimentação onívora, não passam de decisões que pais optam para os filhos. A questão importante deve ser apenas a orientação adequada de profissionais nutricionistas, pois com isso as crianças crescerão saudáveis, seja com derivados animais ou somente vegetais.

 

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