Celebrado em 19 de agosto, o Dia Mundial da Fotografia faz referência à apresentação do daguerreótipo, primeiro processo fotográfico comercialmente bem-sucedido, em 1839. Quase dois séculos depois, a fotografia segue como ferramenta de registro, memória e expressão. Na Amazônia, fotógrafos e fotógrafas usam as imagens para documentar povos, territórios, culturas e modos de vida da região. Para marcar a data, o Mercadizar apresenta sete profissionais de diferentes estados do Norte.

Foto: Arquivo pessoal
Alexandre Cruz Noronha (Acre) – @alexandrecruznoronha
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Acre (UFAC), Alexandre Cruz Noronha construiu carreira no fotojornalismo documental e ambiental. Seu trabalho circula em veículos de jornalismo socioambiental como Amazônia Real e SUMAÚMA, cobrindo pautas sensíveis da Amazônia, incluindo registros aéreos, feitos com drone, sobre grilagem de terras na região. Em 2023, ficou entre os finalistas do Prêmio Pulitzer, o mais importante do jornalismo mundial, ao retratar os efeitos da seca extrema que atingiu a Amazônia naquele ano.

Foto: Reprodução/ Alexandre Cruz Noronha
Dinho Rocha (Amapá) – @dinhorocha
Nascido no Pará, mas radicado no Amapá há mais de 25 anos, Dinho Rocha se define como “amapaense de coração”. Fotógrafo autodidata, atua também como cinegrafista, editor, designer e ilustrador, unindo essas frentes em um trabalho autoral voltado a mostrar a vida amazônica. Em 2025, foi finalista do Prêmio Portfólio FotoDoc na categoria Imagem Destacada com a fotografia “Castanheiro”, feita na Reserva Extrativista do Rio Cajari, retrato das comunidades tradicionais que vivem na floresta.

Foto: Reprodução/ Dinho Rocha
Yasmin Cadore (Amazonas) – @yasmincadore
Fotógrafa parintinense, Yasmin Cadore é conhecida por registrar um dos maiores espetáculos populares da Amazônia: o Festival Folclórico de Parintins. Ela é a fotógrafa oficial do Boi-Bumbá Garantido, um dos dois bois que disputam a festa, acompanhando de perto os bastidores, o curral e a energia da arena durante as noites de apresentação. Seu olhar, porém, vai além da arena: também registra o cotidiano das comunidades ribeirinhas do Amazonas, trabalho que lhe rendeu, em junho deste ano, uma participação na reportagem “O olhar delas: fotógrafas registram Região Norte para além de Parintins”, publicada pela revista Glamour.

Foto: Reprodução/ Yasmin Cadore
Jacy Santos (Pará) – @ondejacyviu
Historiadora formada pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e natural de Igarapé-Miri, no interior paraense, Jacy Santos se define como etnofotógrafa e fotodocumentarista. Atua desde 2015, principalmente na região do Baixo Tocantins, com um olhar voltado à memória e à representação dos povos indígenas e das populações do interior amazônico. É autora ainda do projeto fotográfico “Clube da Esquina nº 2”, inspirado no álbum de Milton Nascimento e Lô Borges, hoje considerado um dos trabalhos mais conhecidos de sua carreira.

Foto: Reprodução/ Jacy Santos
Ubiratan Suruí (Rondônia) – @ubiratansurui
Ubiratan Suruí é o primeiro fotógrafo profissional do povo indígena Paiter Suruí, que vive na Terra Indígena Sete de Setembro, entre Rondônia e Mato Grosso. Integrante do Coletivo Lakapoy, ele é um dos responsáveis pelo projeto “Paiter Suruí, Gente de Verdade”, que reúne mais de 900 imagens feitas majoritariamente por indígenas desde os anos 1970 até hoje. O acervo já foi exibido no Instituto Moreira Salles (IMS), em São Paulo.

Foto: Reprodução/ Ubiratan Suruí
Diane Sampaio (Roraima) – @di__sampaio
Nascida em Boa Vista, Diane Sampaio começou na fotografia ainda jovem e encontrou no fotojornalismo o caminho que mais a identificava dentro da profissão. Seu trabalho tem como destaque registros da realidade de venezuelanos que chegam ao Brasil, especialmente no contexto da crise migratória. Entre seus trabalhos, está uma cobertura realizada em 2018 sobre a crise migratória. Ao longo da carreira, Diane também foi reconhecida com prêmios como Vladimir Herzog e o Gabo.

Foto;: Reprodução/ Diane Sampaio
Fernando Amazônia (Tocantins)
O fotógrafo e indigenista Fernando Amazônia nasceu em Miracema do Tocantins. É também professor, geógrafo e militante de movimentos socioambientais, engajado com as mobilizações indígenas. Suas fotografias exploram as culturas indígenas da região e a natureza local. Sua exposição “Nativos” foi exibida na Galeria Municipal de Artes da Fundação Cultural de Palmas (FCP), composta por fotografias em preto e branco que mostram características de indígenas moradores de Palmas (TO) e sua relação com a cidade.

Foto: Fernando Amazônia