O Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e o Theatro da Paz, em Belém (PA), foram reconhecidos como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco nesta segunda-feira (27). A aprovação da candidatura conjunta ocorreu durante reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada na Coreia do Sul, colocando os dois monumentos amazônicos na lista da organização internacional.

A inscrição dos dois espaços foi feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e os governos do Amazonas e do Pará. Com a aprovação, os teatros passam a integrar a lista da Unesco sob a denominação “Teatros da Amazônia”.
Contexto histórico
Os dois teatros foram erguidos em um período de forte crescimento econômico impulsionado pela extração da borracha. O Theatro da Paz e o Teatro Amazonas simbolizavam o desejo de modernização das cidades amazônicas e receberam influências arquitetônicas europeias, combinadas a elementos e materiais da floresta.
Com o passar das décadas, os teatros deixaram de ser apenas símbolos da Belle Époque amazônica e se consolidaram como espaços de encontro entre diferentes linguagens artísticas.
Hoje, recebem apresentações que vão da música erudita às manifestações populares, mantendo a conexão entre tradição e novas expressões.
Localizados em áreas centrais de Manaus e Belém, os teatros também se tornaram símbolos da identidade das duas cidades. A inclusão na lista da Unesco representa um marco para a Região Norte, que passa a ter seu primeiro Patrimônio Mundial Cultural reconhecido pela organização.
Com a inscrição dos “Teatros da Amazônia”, o Brasil passa a ter 26 bens reconhecidos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. Desse total, 16 são culturais, nove naturais e um possui classificação mista.