A terceira edição da Mostra de Cinema “Olhar Indígena” chega a Manaus neste sábado (18), com exibição gratuita de curtas-metragens produzidos por indígenas da capital. A programação começa às 18h30, no Cineteatro Guarany, reunindo obras criadas a partir de oficinas realizadas em comunidades da cidade.

FOTOS: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a mostra apresenta filmes desenvolvidos dentro de territórios indígenas, como o Parque das Tribos, a comunidade Waikiru e as aldeias Gavião e Três Unidos. A proposta é ampliar o acesso ao audiovisual e fortalecer narrativas construídas a partir da vivência dos próprios povos originários.
Idealizado pelo cineasta Diogo Ferreira, o projeto aposta na formação de novos realizadores dentro das comunidades. A iniciativa foi contemplada em edições do programa Manaus Faz Cultura e tem como objetivo descentralizar a produção cinematográfica, colocando os próprios indígenas como protagonistas de suas histórias.
“O diferencial está justamente nesse olhar de dentro. São histórias contadas por quem vive essas realidades”, afirma o diretor.
Produções destacam cultura, território e ancestralidade
A programação reúne seis produções realizadas entre 2023 e 2024, que exploram desde narrativas ficcionais inspiradas na mitologia amazônica até documentários sobre identidade e educação indígena.

FOTOS: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Entre os destaques está o curta “Mapinguari” (2023), que revisita uma das figuras mais conhecidas do imaginário amazônico a partir da perspectiva de jovens indígenas. Também integram a mostra os filmes “Nusoken: Nosso lugar, nossa Waikiru”, “Impacto”, “A Caça”, “Valentes” e “Tawa Hywi”, compondo um panorama diverso de experiências e vivências.
As obras abordam temas como relação com o território, tradição oral, cotidiano nas aldeias e conflitos entre modernidade e cultura ancestral, reforçando o cinema como ferramenta de expressão e preservação cultural.
Espaço de diálogo e visibilidade
Realizada em abril, mês em que se intensificam debates sobre os povos indígenas, a mostra se consolida como um espaço de visibilidade para produções independentes e comunitárias. Ao reunir indígenas e não indígenas na plateia, o evento também propõe um intercâmbio cultural por meio do audiovisual.

FOTOS: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Com entrada gratuita e classificação livre, a Mostra “Olhar Indígena” convida o público a conhecer histórias contadas a partir de dentro das comunidades, ampliando o olhar sobre a diversidade cultural da Amazônia e fortalecendo a presença indígena no cinema.