Por Ariel Bentes; 05/09/2019 às 08:00

No Dia da Amazônia, FAS e IDESAM contam quais são suas medidas para preservar a floresta

O Mercadizar conversou com representantes das organizações sobre o assunto

Hoje, 5 de setembro, é celebrado o Dia da Amazônia. Mais que comemorar, é preciso cuidar da nossa querida e amada floresta. Pensando nisso, o Mercadizar conversou dois representantes de duas organizações ambientais. Saiba como elas estão se empenhando e quais medidas foram tomadas para preservar a região amazônica. 

FAS

Mercadizar: Que medidas e como a FAS vem se organizando após os últimos acontecimentos relacionados à Amazônia?

Felipe Costa: Nós estamos lançando amanhã, no Dia da Amazônia, o fundo Amigos da Amazônia, que é um local onde pessoas do mundo todo poderão doar. O fundo será lançado pela internet no site amigosdaamazonia.com e terá como foco soluções duradouras e definitivas em prol da região amazônica, como a promoção de atividades de conservação e mobilização de comunidades ribeirinhas, atividades de geração de renda e atividades de fortalecimento do monitoramento ambiental. Além disso, todos os recursos serão rastreados via blockchain e poderão ser vistos pelos usuários para que possam ver os investimentos e o impacto disso no projeto.

IDESAM

Mercadizar: No dia da Amazônia, que conselho vocês dão para quem deseja ajudar na luta contra as queimadas e desmatamento da Amazônia?

Samuel Neto: Antes de tudo, precisamos estar conscientes e bem informados sobre a situação. Nos últimos meses estamos sendo bombardeados (principalmente via redes sociais e whatsapp) de informações falsas e/ou superficiais sobre os problemas da Amazônia, então é importante sempre buscar manter-se informado através de fontes confiáveis.

Tendo à mão informações concretas, o caminho é cobrar dos poderes públicos atitudes mais enérgicas no combate à destruição da floresta. Em paralelo, as organizações não governamentais precisam do apoio da sociedade para continuar desenvolvendo projetos e iniciativas que promovam uma relação mais harmônica entre homem e meio ambiente. 

Mercadizar: Que medidas e como a Idesam vem se organizando após os últimos acontecimentos relacionados à Amazônia?  

Samuel Neto: O Idesam está buscando fortalecer seu trabalho junto a comunidades e entidades locais (secretarias, órgãos oficiais de controle e associações produtivas) nas áreas que mais tem sofrido com o problema das queimadas. No Amazonas, a região sul é a que tem sido mais afetada com tudo isso, pois está localizada no que chamamos de ‘arco do desmatamento’ da Amazônia, que sofre grande pressão por parte de grileiros, pecuaristas, mineradores, entre outros agentes do desmatamento.

Nossa atuação em políticas públicas também segue intensa no sentido de propor soluções mais sustentáveis para os problemas socioambientais da Amazônia. Estamos trabalhando em conjunto com outras organizações na estratégia de colocar o problema em destaque e exigir tomadas de decisão mais acertadas dos nossos dirigentes. Nossa mensagem é clara: é possível obter retorno da floresta em pé, sem a necessidade de destruí-la.

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