O artista rondoniense Mariadri lançou o álbum “MLK Invisível”. O trabalho marca uma nova fase em sua carreira ao combinar o funk com elementos da Amazônia e abordar temas como racismo, desigualdade e violências nas periferias.

Mais do que um álbum de funk, o trabalho busca uma construção social. Em “MLK Invisível”, o artista relaciona o ritmo com as denúncias sociais, trazendo ao debate questões como invisibilidade e violência estrutural.
A produção musical reforça a proposta do álbum ao integrar elementos pouco usuais no funk.
Com direção de Édier William e produção de Tullio Nunes, o projeto utiliza flautas andinas, bioinstrumentos e sons captados na Amazônia, resultado de pesquisa realizada com o percussionista Bira Lourenço.
Entre os destaques do álbum, a faixa “MLK Invisível” apresenta o conceito central do projeto, voltado à visibilidade de corpos marginalizados.
Outras músicas, como “Álbum de Suspeito” e “Túmulo Aberto”, tratam da violência e do racismo, enquanto “Deixa Queimar” e “Já Vi” abordam questões ambientais.
Nova fase de Mariadri
O álbum também marca uma virada na trajetória de Mariadri.
Após iniciar a carreira no funk melody e no proibidão, o artista passou por um período de processo criativo que resultou em uma criação mais autoral e engajada.
“Grande parte das músicas não foram compostas por mim, mas compostas a partir de mim”, afirma Mariadri.
O projeto foi viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo e conta com a participação do artista Mc Onfroy. “MLK Invisível” já está disponível nas plataformas digitais.