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Com a peça “E Nós Que Amávamos Tanto a Revolução”, Grupo Jurubebas inicia apresentações virtuais

Conflitos entre gerações, segredos e discussões políticas se misturam no espetáculo “E Nós Que Amávamos Tanto a Revolução”, do Grupo Jurubebas de Teatro, que entra em temporada neste mês de agosto. A peça, contemplada pelo Edital Prêmio Manaus de Conexões Culturais, da Prefeitura de Manaus, iniciou as apresentações virtuais na última segunda-feira, 3 de agosto, no canal do YouTube do grupo.

Dirigida por Felipe Maya Jatobá, a peça acompanha a história dos primos Wlad e Stuart, que, depois da morte da avó, visitam a casa da fazenda e descobrem um segredo da família. Divididos por diferentes ideais de país, eles embarcam numa volta ao passado, numa história que se passa em 1968 e 2018. O espetáculo é a junção de duas dramaturgias, “E Nós que Amávamos Tanto a Revolução”, do paulista Ewerton Frederico, e “Numa Cidade Engolida Pelo Vento”, de Caio Muniz e Felipe Maya Jatobá.

“Trouxemos a polaridade política como pano de fundo para esta reflexão. Estamos vendo um Brasil dividido pelos diferentes ideais de nação e muitas famílias divergindo sobre o mesmo tema, fragilizando ainda mais essas relações afetivas. A partir desse princípio, buscamos integrar ao nosso discurso a polarização política histórica, que ocorreu também no período da ditadura militar no Brasil”, comentou Felipe.

O espetáculo estava previsto para estrear em junho de 2020, mas, por conta da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, teve que ser adiado e adaptado para o formato virtual. “Algumas alterações foram necessárias, como alguns artistas que faziam parte do grupo de risco e se ausentaram do processo criativo. Foi quando começamos os ensaios de forma remota, com videochamadas e encontros virtuais. Metade do processo foi nesse formato. A partir de algumas medidas de flexibilização, passamos a ter encontros presenciais e em tempo reduzido, com o objetivo de finalizarmos a montagem da peça. Todas essas etapas sempre seguiram as recomendações dos órgãos de saúde, incluindo a ideia da temporada virtual, que pode alcançar mais pessoas”, complementou o diretor.

Texto

Para compor o texto, foi realizada uma pesquisa documental com base em artigos de historiadores e jornais de 1964 a 1968 em Manaus, a partir da qual o grupo pôde analisar, com a ajuda profissional do historiador Júlio Silva, a forma como os dois lados se apresentavam à população da época. Segundo Felipe, a peça se baseia nas coincidências políticas do período que antecedeu o AI-5 e o período atual, em que ele enxerga pessoas em atos antidemocráticos e de extrema violência por divergências políticas.

Elementos

A cenografia do espetáculo é realista: o grupo adaptou o espaço de encenação a um quarto abandonado e cheio de lembranças. Já a sonoplastia, composta pela DJ Naty Veiga, apresenta clássicos da MPB da década de 1960, em versão lo-fi, estilo de produção musical que usa técnicas de gravação em baixa fidelidade.

A iluminação também é um dos elementos fundamentais para o espetáculo. “Serão aplicadas três propostas, realizadas pelo iluminador-pesquisador Léo Margarido, que variam entre luz natural, convencional e alternativa, e serão responsáveis pela transição entre uma temporalidade e outra. É a partir da iluminação que o espectador fará sua volta ao passado e vez ou outra voltará ao presente”, ponderou Felipe. 

Apresentações

O espetáculo “E Nós Que Amávamos Tanto a Revolução” é o primeiro drama que o Grupo Jurubebas de Teatro apresenta em sua trajetória. As apresentações terão cerca de uma hora de duração e a classificação indicativa é de 16 anos. As transmissões ficarão disponíveis on-line, 24 horas depois de cada apresentação. 

As próximas apresentações irão ocorrer nos dias 10, 17, 24 e 31 de agosto, sempre  às 20h, no canal do grupo

Ficha técnica

Dramaturgia – Caio Muniz, Ewerton Frederico e Felipe Maya Jatobá

Direção geral – Felipe Maya Jatobá

Assistente de direção – Caio Muniz

Produção e preparação corporal – Herberth Virgínio

Provocação – Gilberto Gawronski e Tércio Silva

Iluminação – Léo Margarido

Cenografia e figurinos – Felipe Maya Jatobá

Trilha sonora – Naty Veiga

Maquiagem – Daniely Lima

Elenco – Jorge Ribeiro, Nícolas Queiroz e Raiana Prestes

Comunicação visual – Jean Palladino

Fonte: Assessoria ManausCult

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