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Centro Cultural Banco da Amazônia recebe a mostra ‘Povos Amazônicos não morrem, viram semente’

A exposição reúne uma série de pinturas que homenageiam aqueles que perderam a vida na defesa da floresta e de seus modos de existir

Entre os dias 9 de julho e 9 de outubro, aqueles que visitarem o Centro Cultural Banco da Amazônia poderão prestigiar a mostra “Povos Amazônicos não morrem, viram semente”, do artista visual Rafael Prado, com produção executiva de Natalia Azevedo, da Abstrata Produções. O evento procura homenagear personagens amazônicos que perderam a vida na defesa da floresta e de seus modos de existir. A abertura da mostra acontece no dia 9 de julho, às 19h. 

Foto: Divulgação/Assessoria

A série de pinturas, desenvolvida a partir de pesquisas e experiências do artista na Amazônia, procura proporcionar a reflexão sobre memória, resistência e continuidade da vida. Nas pinturas de Prado, os personagens históricos deixam de ser apenas isso e passam a se fundir com a floresta, seus corpos transformando-se em árvores, raízes, cipós, rios e animais, criando uma narrativa visual em que natureza e humanidade compartilham a mesma existência. 

A ideia do projeto nasceu de uma lembrança de infância do artista, que retornou anos depois à antiga Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Rondônia, e notou a ausência de grande árvores que povoavam a memória que Prado tinha do local, esse pensamento motivou o artista visual a investigar sobre pessoas assassinadas por defender a floresta, transformando suas histórias, memórias e trajetórias em pinturas que eternizam e reafirmam seus legados.

Suas pinturas procuram dialogar com memórias culturais, lendas amazônicas e questões sociais e políticas da região, além de construir narrativas nas quais pessoas, animais, árvores e rios compartilham vínculos de parentesco e pertencimento, estabelecendo relações entre a humanidade e a natureza.

O pesquisador, crítico de arte e professor do Departamento de Artes Visuais do Colégio Pedro II, Shannon Botelho realizou a curadoria da exposição e relatou que a mostra parte da ideia de que, na floresta, nada some completamente. 

“A exposição parte de uma ideia muito feliz: na floresta, nada desaparece completamente. O trabalho do Rafael nos lembra que aqueles que defenderam a Amazônia seguem presentes em suas histórias, em seus territórios e na memória coletiva. Suas pinturas transformam essas presenças em imagens de força, continuidade e esperança”, afirmou Botelho. 

Botelho ainda ressalta que as pinturas procuram devolver vitalidade aos personagens retratados ao destacar suas lutas, culturas, afetos e vínculos com a floresta, em vez de resumir esses personagens às circunstâncias de suas mortes.

A exposição ainda contará com a ampliação do acesso à arte e à cultura, uma vez que adota medidas como a disponibilização de audiodescrição das obras e mediação em Libras durante a cerimônia de abertura, que terá a presença do artista Rafael Prado e do curador Shannon Botelho.

Serviço

Abertura: 9 de julho de 2026 (quinta-feira), às 19h
Visitação: 10 de julho a 9 de outubro de 2026
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia
Endereço: Avenida Presidente Vargas, 800, Campina, Belém (PA)

Horários de visitação:

Terça a sexta-feira: das 10h às 16h
Sábados, domingos e feriados: das 10h às 14h

Entrada gratuita.

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