AmazôniaComunicação

Liderança extrativista é escolhida pela presidência da COP30 como representante da sociedade civil amazônica no evento

O líder extrativista Joaquim Correa de Souza Belo, ex-presidente e atual secretário de Formação e Comunicação do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), foi nomeado Enviado Especial da COP30 como representante da sociedade civil amazônica. A escolha foi anunciada na última quarta-feira, 14 de maio, pela presidência da conferência, marcada para acontecer entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA).

Imagem: Divulgação

Com uma trajetória marcada pela defesa de territórios tradicionais, Joaquim Belo integra a lista dos 10 enviados regionais estratégicos que terão a função de apoiar o engajamento e promover escuta ativa nas regiões que representam. 

Com uma longa trajetória na defesa das comunidades tradicionais da Amazônia, com participação ativa em conselhos e  comitês ligados ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, o líder extrativista irá representar a sociedade civil amazônica no encontro. Além de atuar em espaços de governança ambiental e desenvolvimento sustentável, Belo tem se dedicado à formação de jovens da floresta, por meio de projetos políticos e pedagógicos em escolas comunitárias. 

Imagem: Divulgação

“Queremos fazer da escola um laboratório para experimentos ligados ao arranjo produtivo local, promovendo uma relação dinâmica com a comunidade e a floresta”, afirma o secretário do CNS.

Os Enviados Especiais, que atuarão voluntariamente e em caráter pessoal, terão o papel de interlocutores diretos entre os territórios e a presidência da COP30, contribuindo com percepções, demandas e sugestões que fortaleçam a construção coletiva do evento. 

A diretora-executiva da conferência, Ana Toni, destacou que os enviados serão “caixas de ressonância” para garantir uma COP “forte e efetiva na implementação de soluções climáticas”.

Imagem: Divulgação

Além dos enviados, a presidência da COP30 também criou quatro Círculos de Lideranças, entre eles o Círculo de Povos, voltado à participação de representantes de comunidades tradicionais e povos indígenas. A expectativa é que esses mecanismos ampliem a inclusão social e regional nos debates climáticos, especialmente diante da importância estratégica da Amazônia no enfrentamento da crise ambiental global.

Mais sobre Joaquim Belo

Joaquim Belo faz parte de um Projeto de Assentamento Extrativista, no município de Mazagão, Estado do Amapá, localidade que, por volta de 1770, recebeu 163 famílias transferidas de uma possessão portuguesa no Marrocos, na África.

Imagem: Divulgação

Formado na Escola-Família Agrícola de Olivan Anchieta, Espírito Santo, nos anos de 1989 a 1992, Joaquim sempre esteve em lugares onde a luta do Movimento Social em defesa dos extrativistas e dos povos da floresta se fez necessária.

Três vezes presidente do CNS, Joaquim foi também Secretário do CNS no Amapá, Conselheiro do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), presidente da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Carvão Mazagão, secretário executivo de Relações Interinstitucionais da Rede das Escolas-Família Agrícolas do Carvão Mazagão e membro do Fórum das Associações de Agricultores de Mazagão.

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