Com a chegada da temporada do 59º Festival Folclórico de Parintins, turistas e moradores estão sendo orientados sobre os riscos da compra de artesanatos produzidos com partes de animais silvestres. A campanha “Turismo sem Penas” busca conscientizar o público durante o período de maior circulação de visitantes no Amazonas e reforçar o combate ao comércio ilegal desse tipo de material.

Fotos: Divulgação/Amazonastur
A iniciativa alerta para a venda irregular de itens como cocares, brincos, colares, tiaras e peças decorativas feitas com penas de aves ameaçadas de extinção, dentes de macacos, couro de onça e garras de aves de rapina. A legislação ambiental brasileira proíbe a comercialização e o uso desse tipo de material quando proveniente de animais silvestres.
Segundo o presidente da Amazonastur, Frank Dantas, a proposta é incentivar práticas mais conscientes durante o período do festival.
“Parintins é uma vitrine da cultura amazônica para o Brasil e o mundo. O Governo do Amazonas, por determinação do governador Roberto Cidade, trabalha para fortalecer um turismo sustentável, que valorize a nossa identidade cultural sem incentivar práticas ilegais contra a fauna”, afirmou.

Fotos: Divulgação/Amazonastur
Campanha reforça preservação da fauna amazônica
A ação segue as diretrizes da campanha “Não Tire as Penas da Vida”, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, e também orienta visitantes sobre como identificar materiais artificiais usados como alternativa sustentável na produção artesanal.
“A campanha ‘Não Tire as Penas da Vida’ é realizada, desde 2021, com o objetivo de conscientizar a população sobre os impactos do uso ilegal de produtos confeccionados com partes de animais silvestres”, destacou o superintendente do Ibama, Joel Araújo.
A legislação brasileira prevê pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa, para quem comercializa ou utiliza artefatos produzidos com partes de animais silvestres.