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Comunidade LGBT+ nas universidades

Neste mês de junho, aqui no Brasil, a criminalização da LGBTFobia foi aprovada no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar dos avanços, segundo a ONG Transgender Europe, o país lidera disparado o ranking mundial de assassinatos de transgêneros e travestis, com 123 mortes entre outubro de 2015 e setembro de 2016. 

Buscando valorizar mais a comunidade LGBT+ e mostrar a sua situação nas universidades amazonenses, o Mercadizar entrevistou estudantes da comunicação que fazem parte de todas as letras da sigla LGBT+. Confira:

Em entrevista ao Mercadizar, Karina Pinheiro, estudante de jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), falou sobre a sua vivência na universidade. “Nunca sofri nenhum tipo de discriminação ou intolerância no meio acadêmico. Sempre me senti muito acolhida por meio dos meus colegas e pela força que o movimento LGBT+ te traz a sensação de paz.”, disse Karina.

Para ela, as matérias que falam sobre a comunidade LGBT+ são muito importantes.

“Ter a visibilidade é de suma importância, as pessoas começam a desconstruir a imagem distorcida e levada totalmente pela conotação sexual. Acredito que é importante não apenas falar sobre lésbicas ou gays (no qual é o público-alvo) mas sim a informar e abordar os outros gêneros e sexualidades como bissexuais e andrógenos.’’

A estudante de jornalismo Bruna Santos concorda:

(Foto: Arquivo/Pessoal)

“É necessária maior diversidade, principalmente na mídia, para aqueles que são pouco representados e precisam de mais apoio até mesmo dentro da própria comunidade. Acredito que isso possa mudar a partir do momento que o espaço foi cedido para essas pessoas.”, disse. 

Rodrigo Cavalcante, estudante do 5º período do curso de Relações Públicas da Ufam, já sofreu com os xingamentos e brincadeiras de mau gosto de colegas. Para ele, sofrer com o preconceito ainda faz parte do dia a dia dos universitários LGBT.

(Foto: Arquivo/Pessoal)

“A discriminação no ambiente universitário ainda é algo comum na vida dos jovens que pertencem a nossa comunidade. Por mais que você lute contra, esse preconceito consegue driblar quaisquer impasses morais e éticos para lhe alcançar, seja de forma física ou verbal, as famosas “piadinhas”. No meu caso, ela nunca chegou a ser física apenas verbal, mas é o suficiente para explicitar o quão homofóbicos jovens universitários podem ser. Mesmo que estejam ali em busca de conhecimento e educação, acabam esquecendo o elemento principal quando lidamos com pessoas, o respeito.”, disse.

(Foto: Arquivo/Pessoal)

Para Mayara Viana, estudante de Relações Públicas, todo dia é dia de inovar e interagir com o novo.

“Quando se trata de visibilidade e apoio a causas sociais, conteúdo nunca é demais. Espero ver mais diversidade na comunicação, sim. Precisamos de representatividade e aceitação, e o melhor jeito de conquistar isso é falando sobre.”

O Mercadizar também entrevistou uma estudante de jornalismo que optou por não se identificar nesta matéria. Em respeito a isso, iremos nos referir a entrevistada como anônima. Segundo ela, questões da comunidade precisam ser faladas de um jeito responsável e não somente no mês de junho, visando dar visibilidade ao movimento durante o ano inteiro.

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