Comunicação

A polêmica aconteceu… de que lado você está?

Nos últimos anos repercutiu na sociedade um fenômeno chamado “polarização”. No Brasil, ele tem sido discutido em diversos espaços, especialmente naqueles ligados à política. De acordo com o Google Trends, o termo teve seu pico de buscas no Google em 2018, no cenário de eleições presidenciais.

Mas o que seria esse fenômeno?

De maneira simples e objetiva, o termo “polarização” deriva da palavra “polo”, que significa “cada uma das extremidades de um eixo”, ou seja, refere-se a lados opostos. Apesar de ser um fenômeno explicado pelas ciências exatas, ele abrange uma série de situações e pode ser facilmente transportado para qualquer dilema social. Por parecer ser uma discussão da atualidade, vale ressaltar que a polarização não surgiu nos últimos anos: suas raízes históricas remontam os primeiros grupos humanos. 

Como qualquer outro animal, o ser humano tem um objetivo claro, apesar de inconsciente: adaptar-se ao ambiente e sobreviver o maior tempo possível. Para alcançar esse objetivo, o indivíduo teve que usar uma das estratégias mais úteis para preservar a si mesmo em tempos remotos: juntar-se a semelhantes e formar grupos. 

Dessa maneira, com o passar do tempo o nosso cérebro foi entendendo que uma parte importante da nossa sobrevivência é encontrar uma turma e se adaptar a ela. Por isso, é mais fácil nos sentirmos confortáveis quando estamos próximos a quem consideramos “semelhantes”, ou seja, pessoas que se aproximam de nossas ideias, enquanto identificamos aquelas que se opõem ao que acreditamos como pessoas desconfortáveis. 

Na prática, a polarização é uma atualização extrema desses agrupamentos. Em termos específicos, acontece quando dois grupos com pensamentos diferentes se fecham em suas convicções e recusam-se a dialogar. 

Mas qual seria o problema disso?

Ao longo da história, a humanidade foi encontrando maneiras de otimizar sua organização e evitar o uso da violência em conflitos. Dessa maneira, as sociedades começaram a criar sistemas de poder mais justos, em que a disputa de poder ocorre de forma menos agressiva. A democracia foi um desses sistemas. Por isso, em uma sociedade democrática, a disputa pelo poder não acontece pelo uso da violência, e sim pela discussão de ideias, através do diálogo. Para uma democracia, o respeito, a tolerância e a escuta de todas as partes envolvidas, independentemente da convicção, são procedimentos fundamentais para que ela se realize.

Acontece que, com o excesso de polarização, os processos que constituem um sistema democrático ficam comprometidos, e a sociedade fica concentrada em dois lados radicalizados, onde adversários são vistos como inimigos e o diálogo não é incentivado. Por outro lado, quem procura se manter fora dessas lógicas acaba sendo tratado como “isentão”, ou seja, não pertencente a nenhum grupo.  

Em um ambiente polarizado, não existe tolerância e respeito a opiniões discordantes, o que invalida a construção de qualquer solução através do diálogo. O questionamento que fica é: essa é a sociedade em que queremos viver?

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