Sociedade

Mulheres negras sentem maior impacto de desigualdade de gênero no mercado de trabalho e no empreendedorismo, aponta pesquisa da Avon

O mês de março é marcado por duas datas voltadas à conscientização e à reflexão: o Dia Internacional da Mulher e o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Pensando nisso, a Avon Global divulgou uma pesquisa sobre equidade de gênero, realizada em janeiro deste ano no Brasil e em outros sete países. O estudo revela que ainda estamos longe de um ideal de sociedade menos desigual para a população feminina, especialmente em relação a oportunidades no mercado de trabalho e no empreendedorismo para mulheres negras.

De acordo com o estudo, 46% das brasileiras acreditam que é mais desafiador para elas construir uma carreira em comparação aos homens, enquanto 49% percebem mais obstáculos para começar um negócio. Se forem negras, esses números sobem para 58% e 61%, respectivamente.

As mulheres pretas também consideram mais difícil, em relação à população masculina:

  • conseguir um emprego (54%);
  • alcançar uma posição de liderança em uma companhia (68%);
  • serem promovidas (66%);
  • obter um aumento (71%);
  • alcançar a independência financeira (50%);
  • ter mais flexibilidade no trabalho (51%).

Além disso, elas acreditam que a desigualdade de gênero está mais presente, principalmente, na disparidade salarial entre homens e mulheres (64%) e em oportunidades de trabalho que permitem conciliar profissão, maternidade e responsabilidades domésticas (59%).

A percepção da população feminina negra condiz com a realidade do país. Segundo um levantamento divulgado em 2022 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elas possuem um rendimento médio 46,3% menor que o de um homem branco. Além disso, dados do relatório “Diversidade, Representatividade e Percepção do Censo Multissetorial 2022”, da Gestão Kairós, mostram que apenas 8,9% do quadro funcional das empresas são formados por mulheres negras. Em cargos de gerência e direção, este número cai para 3%.

Além de ter estabelecido, por meio de seu Compromisso Antirracista, uma meta de 30% de mulheres negras em posição de liderança até 2030, a Avon também criou o Projeto DIVA, que possui uma série de iniciativas voltadas para atração, retenção e desenvolvimento de profissionais negras.

O empreendedorismo também pode ser uma alternativa: segundo o levantamento realizado pela multinacional de cosméticos, 87% das entrevistadas negras gostariam de ter uma renda maior, seja através do atual trabalho ou de um negócio próprio, e 84% desejam mais flexibilidade no emprego. Entretanto, encontraram barreiras como falta de capital inicial (57%), medo de falhar (36%) e falta de conhecimento sobre o mercado (36%).

Para o levantamento, intitulado “The Global Progress for Women Report“, foram entrevistadas mais de 7 mil mulheres de oito países (Reino Unido, Polônia, Romênia, Itália, África do Sul, Turquia, Filipinas e Brasil). No território brasileiro foram ouvidas 1.026 mulheres em todas as regiões do país, e o resultado contempla critérios como estado, escolaridade, renda, faixa-etária, étnico-racial e condições de emprego. Localmente, o estudo teve curadoria e acompanhamento da Coordenação de Pesquisa e Impacto do Instituto Avon, braço social da marca no país.

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