Por Ariel Bentes; 03/05/2019 às 12:00

República Popular lança álbum visual “Húmus”

O álbum será exibido no Teatro Gebes Medeiros e também publicado no YouTube

Na próxima terça-feira, 7 de maio, a banda amazonense República Popular irá lançar o seu álbum visual “Húmus” no Teatro Gebes Medeiros, localizado no Centro de Manaus, a partir das 18 horas. Juntando as diferentes perspectivas que existem na cidade, a banda lança a versão definitiva do trabalho iniciado em 2018 pelo selo Sagitta Records.

“O Húmus visualmente foi concebido como uma carta de amor à cidade de Manaus, a nossa cultura popular e aos amazônidas, aos indígenas, aos ribeirinhos e aos que vivem nas cidades”, afirma Matheus Mota, diretor e roteirista do álbum visual. “Precisávamos trazer toda essência experimental e conceitual do álbum musical para vários visuais que se integrassem perfeitamente”, conclui.

A fotografia e edição do álbum visual ficaram a cargo de Henrique Saunier Michiles, que assina o roteiro junto com Mota, repetindo a parceria com a banda desde o videoclipe Somo2 (2018). Segundo Viktor Judah (bateria e vocal), a versão visual do álbum foi um processo natural da estratégia de lançamento.

(Fotos: Divulgação/Henrique Saunier)

“Decidimos que todas as músicas teriam vídeo por uma questão quase comercial. Apesar de que o conceito do disco combina muito com a ideia de um álbum visual, o que pesou muito também foi o fato de ‘Húmus’ ser duplo, com 25 faixas, algo não tão fácil de ser consumido por inteiro nos dias de hoje. Apostamos nossas fichas num estímulo visual para instigar as pessoas a ouvir cada música”. Além dele, a banda é formada por Vinítius Salomão (vocal e bateria), Igor Lobo (vocal e violão) e Sérgio Leônidas (vocal e baixo).

Para este álbum, a República Popular convocou a ajuda de parceiros, como David Assayag, cantor renomado de Parintins; Arlindo Junior, embaixador da cultura parintinense, conhecido como “Pop da Selva”; Márcia Novo, representante do cenário pop de Parintins; e das jovens intérpretes Renata Martins e Gabi Farias. O disco foi produzido pelo baterista Viktor Judah e entrega uma República Popular profundamente conectada com suas raízes – mas sem abrir mão de olhar para o futuro. Para 2019, a banda planeja ainda uma turnê de lançamento e a gravação do DVD do projeto no Teatro Amazonas, no coração de Manaus.

República Popular

A banda amazonense deu início à sua discografia em 2015, quando gravou seu disco de estreia, “Aberto para Balanço”. 2016 trouxe o EP “Lis”, com letras inspiradas por personagens femininas. Já em 2017, os músicos começaram a revelar o que viria a ser “Húmus”, com a estreia do elogiado clipe “Curió”. Os clipes seguintes, “NVMFDA (Não vem me falar de amor)” e “Somo2”, faixas da segunda parte do álbum duplo, reafirmaram a República Popular enquanto banda manauara.

A transição para “Húmus” faz referência à ideia de início e fim dos ciclos da vida, tão presente nas letras do trabalho. Nada mais natural que traduzir isso no título, batizando o disco com o tipo de solo mais fértil, formado a partir da decomposição de animais e plantas. Da morte, surge a vida. E do fim de uma era para a República Popular, nasce uma banda ainda mais conectada às suas heranças culturais.

 

Fonte: Assessoria República Popular

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