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Pesquisadora amazonense é selecionada para projeto do Itaú Cultural

Foto: Tainá Andes

A pesquisadora e atriz Kelly Vanessa foi selecionada para compor a publicação digital “Pontilhados 2023/2024”, do Itaú Cultural, com o artigo “Relato de Experiência na Zona Franca de Manaus: A Construção da Montagem Cênica Operária”. No dia 31 de janeiro, a amazonense participará ainda de uma roda de conversa em São Paulo, com o tema “Mulheridades, Cena e Resistência”.

A “Pontilhados” faz parte de “a_ponte – cena do teatro universitário”, uma iniciativa do Itaú Cultural que busca reunir estudantes de artes cênicas de todo o país, para promover a renovação da cena teatral. Neste ano, o projeto faz homenagem para a professora, historiadora e doutora em linguagem circense Erminia Silva e, na programação, estão vivências, debates, espetáculos, o lançamento da publicação da mostra e do novo edital.

Para esta edição, foram escolhidos 20 Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), práticos ou teóricos, e resultados de pesquisas em nível de iniciação científica ou iniciação à docência, finalizados em 2022 e 2023.

Kelly Vanessa explica que o artigo selecionado traz o diário de construção da peça “Operária”, projeto idealizado como TCC no curso de Teatro, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O espetáculo estreou nos palcos em maio de 2024, no Teatro Gebes Medeiros.

“Tudo começou na sala de ensaio e se faz necessário uma pesquisa antes da construção da peça, então, o diário de bordo levou um fortalecimento para a pesquisa e para a construção do artigo. Agora, com essa oportunidade de participar de uma comunicação oral, pretendo levar para o Mestrado, para que toda a vivência e construção teatral possa se fortalecer como pesquisa acadêmica”, afirmou Kelly Vanessa, aluna egressa da UEA.

Enredo

“Operária” narra a rotina do trabalhador no Distrito Industrial e faz uma análise crítica da vivência na linha de montagem das motocicletas “Hayabusa”. Segundo Kelly Vanessa, a reflexão não se limita à experiência, mas busca explorar a natureza do trabalho, os conflitos de classe e o funcionamento do sistema capitalista.

A idealizadora da obra conta que trabalhou durante quatro anos na linha de montagem da Suzuki no Amazonas e essa passagem foi inspiração para as histórias apresentadas na peça. Ela lembra que, em 2014, pediu demissão da empresa para trabalhar no projeto “Jovem Cidadão”, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e, assim, iniciou a jornada no Teatro.

“Com a peça, pretendo chegar às escolas do Ensino Médio, onde tem jovens em busca do primeiro emprego”, comentou a atriz. “Os estudantes são público-alvo do projeto porque eu fui um deles, que, aos 19 anos, entrou no Distrito Industrial pensando que seria o lugar de estabilidade financeira e foi totalmente ao contrário”.

A montagem cênica contou com orientação de Vanja Poty e Francis Madson no desenvolvimento do texto. O ponto de partida para o projeto teve incentivo de Rafael César, do Teias Urbanas, que motivou a autora a escrever um poema sobre o dia a dia no Polo Industrial de Manaus.

“O que eu quero é falar sobre a qualidade de vida desses trabalhadores, que saem de casa 5h30 e voltam às 18h30, a realidade de muitas pessoas”, pontuou. “Trazemos para cena o que acontece dentro da rota, na linha de montagem das fábricas, as diferentes funções desempenhadas, a cobrança por produtividade, a relação com o líder e a hora do almoço, que era um momento muito divertido”.

Perfil

A atriz desde 2015, Kelly Vanessa é bacharel em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas e integra a diretoria da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) como secretária até 2026. Trabalha como produtora em espetáculos, festivais e mostras entre outros eventos de Manaus.

Atualmente faz parte da turma de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Etnicidade e Políticas Públicas na Amazônia, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

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