Isabella Botelho; 26/03/2021 às 10:30

O esporte feminino é uma realidade no Brasil

Todos os dias, mulheres enfrentam obstáculos pelo simples fato de serem mulheres. No esporte, essa realidade não é diferente. Atletas e profissionais da área são alvo de preconceito, machismo, sexismo e assédio diariamente no exercício de suas profissões. 

De acordo com o relatório “Movimento é Vida”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a prática de exercícios físicos por mulheres no Brasil é 40% inferior à dos homens – um indicativo de que o cenário esportivo ainda tem muita desigualdade de gênero. A cultura de não incentivar as mulheres aos esportes, principalmente os coletivos, pode ser explicada pelo pouco acesso ao lazer devido às tarefas domésticas, que ocupam em média 20,5 horas semanais das mulheres, enquanto os homens gastam 10 horas por semana nas atividades de casa.

Historicamente, o esporte nunca foi considerado “coisa de mulher”. Desde a Antiguidade, as mulheres foram proibidas de participar dos Jogos Olímpicos, tanto enquanto atletas como espectadoras. Isso acontecia pela visão machista de que a mulher, considerada um ser inferior, não teria a capacidade de desenvolver habilidades para participar dos jogos ou que adquiriria características masculinas caso se submetesse a elas. 

Realizada na Grécia, em 1896, a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna foi uma iniciativa do francês Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin, criador do Comitê Olímpico Internacional. Ele era abertamente contra a participação de mulheres, afirmando que elas seriam sempre “imitações imperfeitas” dos homens. Por isso, a primeira Olimpíada oficial teve a participação de 241 atletas, todos homens, representantes de 14 países. 

“Talvez as mulheres compreenderão logo que esta tentativa não é proveitosa nem para seu encanto nem mesmo para sua saúde. De outro lado, entretanto, não deixa de ser interessante que a mulher possa tomar parte, em proporção bem grande, nos prazeres esportivos do seu marido e que a mãe possa dirigir inteligentemente a educação física de seus filhos”, afirmou Coubertin.

Apesar dos esforços de Coubertin para manter as mulheres fora dos jogos olímpicos, houve uma competidora extra-oficial na maratona de 1896. A grega Stamata Revithi não teve permissão para competir, mas fez o mesmo trajeto de 42 km no dia seguinte à prova, sendo que a última volta aconteceu fora do estádio porque a entrada lhe havia sido proibida. Como os organizadores do evento não lembravam o nome dela, apelidaram-na de ‘Melpomene’, a musa grega da tragédia. Ela havia terminado sua corrida em menos de duas horas atrás do vencedor e foi mais rápida do que alguns de seus adversários masculinos. Ela foi a primeira a enfrentar as barreiras da tradição do esporte, buscando a inclusão no esporte olímpico.

1900 – Mulheres puderam oficialmente participar do evento em dois esportes: tênis e golfe. A tenista britânica Charlotte Cooper foi a primeira mulher a ganhar uma medalha nas Olimpíadas.

Charlotte Cooper, a primeira campeã olímpica (Foto: Reprodução/Internet)

1920 – Primeira participação do Brasil nos Jogos Olímpicos da Bélgica

1932 – Nos Estados Unidos, a nadadora Maria Lenk, aos 17 anos, foi a primeira brasileira que esteve na competição

Maria Lenk, primeira brasileira a participar de uma Olimpíada (Foto: Reprodução/Internet)

1996 – Jacqueline Silva e Sandra Pires, do vôlei de praia, conquistaram a primeira medalha de ouro em modalidade femininas

Sandra Pires e Jackie Silva (Foto: Reprodução/Internet)

2008 – Nos Jogos de Pequim, China, a judoca Ketleyn Quadros se tornou a primeira brasileira a ganhar uma medalha num esporte individual

Ketleyn Quadros (Foto: Reprodução/Internet)

2012 – As mulheres bateram recorde de medalhas nas Olimpíadas de Londres: foram seis no total e, pela primeira vez, conquistaram duas medalhas de ouro

Joanna Maranhão

Um dos grandes nomes do esporte brasileiro é a ex-nadadora Joanna Maranhão. A atleta, que esteve presente em quatro Jogos Olímpicos, é considerada uma das maiores recordistas da natação brasileira. 

Natural de Recife, Pernambuco, Joanna iniciou na natação aos 3 anos de idade, demonstrando desde cedo seu talento e domínio das 4 modalidades do esporte (nado de peito, nado de costas, nado crawl e nado borboleta). Aos 14 anos, ela ingressou na seleção brasileira e em seu primeiro campeonato internacional absoluto, garantiu índice para os Jogos Pan Americanos de 2003, realizados em Santo Domingo. Especialista em provas de Medley e Meio Fundo, Joanna é detentora do melhor resultado de uma mulher brasileira em Jogos Olímpicos (5º lugar nos 400 Medley em Atenas). Invicta nas provas de Medley desde 2002, possui 8 medalhas em Jogos Pan Americanos e 8 recordes sul-americanos.

Joanna Maranhão (Foto: Site Oficial Joanna Maranhão/Reprodução)

Muitas pessoas nunca imaginaram, mas ao mesmo tempo em que conquistava as piscinas, Joanna lidava com um grande trauma. A nadadora teve sua carreira e sua vida pessoal marcadas por um caso de abuso sexual quando era criança, aos 9 anos de idade. O crime foi cometido por um treinador. Por anos, ela manteve esse segredo e não conseguia contar sobre o episódio. Somente em 2008, aos 21 anos, ela quebrou o silêncio e tornou o crime público através de uma entrevista.

“Eu trouxe à tona aos 21 anos de idade e a legislação, até o momento, dizia que a vítima só poderia denunciar até os 18 anos. Então, apesar de eu estar falando, quebrando o silêncio, eu não poderia denunciá-lo formalmente. O que aconteceu foi que ele processou a mim e a minha mãe por calúnia e difamação. Abuso sexual é o único crime que a gente precisa provar que realmete aconteceu. A primeira reação de pessoas muito próximas a mim foi de descrença, eu me decepcionei com muitas pessoas e me surpreendi positivamente com muitas outras que me deram muito colo e tiveram muito entendimento. A vida é isso. Hoje, eu consigo lidar melhor com isso, eu entendo que são incapacidades e imperfeições dessas pessoas e eu apontei isso pra muitas delas, até porque eu não sou a primeira e nem vou ser a última atleta abusada sexualmente para que essas pessoas tenham maturidade e um pouco mais de empatia quando tomarem conhecimento dessas denúncias”. 

Após o processo, que durou cerca de 3 anos, o caso resultou na aprovação de uma lei para alteração no Código Penal Brasileiro. Batizada pelos parlamentares de Lei Joanna Maranhão, ela estabelece que o prazo de prescrição de abuso sexual de crianças e adolescentes seja contado a partir da data em que a vítima completa 18 anos. Com isso, desde 2012 as vítimas do país ganham mais tempo para denunciar e punir seus abusadores.

O enfrentamento do trauma foi extremamente doloroso, ainda mais por Joanna precisar conviver com o ambiente que marcou sua vida de maneiras tão diferentes. “No mesmo ambiente em que fui finalista olímpica, fui abusada sexualmente. Eu não podia simplesmente me retirar daquele ambiente por muito tempo porque eu tinha contrato, já era uma atleta profissional. Eu trouxe à tona em 2008, mas acho importante dizer que comecei o enfrentamento dois anos antes, em 2006, metade de 2005. Então, foram dois anos e meio de muita terapia e um processo muito doloroso até que o público em geral tomasse conhecimento. Foi esse processo que norteou a minha permanência no esporte. Foi essa vontade de fazer com que o ambiente da natação fosse prazeroso pra mim porque eu sabia que, no fundo, eu tinha o direito de ter experiências positivas com a natação e eu fui em busca delas, eu fui construindo essas experiências positivas para balancear com essa experiência traumática e fazer as pazes com a natação. Foi isso que permeou a minha carreira até a minha aposentadoria”. 

Além do caso de abuso sexual que sofreu durante a infância, Joanna passou por diversas outras situações de assédio vindo de profissionais, atletas e professores. A gente cresce dentro dessa lógica e vai normalizando. Com o tempo, a gente vai se emancipando, vai deixando de tolerar coisas que são intoleráveis. Acho que uma das situações que mais me chocou foi no ano de 2015, eu estava morando em São Paulo e eu decidi que ficaria o semestre praticamente sem carro, eu tinha um pouco de medo da grandiosidade de São Paulo e eu fiquei só de bicicleta. Muitas vezes eu saia do treino e colocava só um short e pedalava para casa. Uma vez, um técnico da seleção, conversando comigo, falou assim: ‘Teve uma vez que eu tava na Faria Lima, parado no sinal, e eu vi uma gostosa numa bike. Eu ia gritar, mas vi que era você e eu não gritei’. Isso foi motivo de risos de todos que estavam no entorno, como se ele estivesse me elogiando. Eu não preciso nem enumerar o quanto isso está errado, mas aquilo me chocou e eu não consegui reagir. Eu paralisei, eu tive o ímpeto de falar alguma coisa, mas, por ser uma pessoa que estava no poder, me paralisou, principalmente porque eu sabia que se eu me posicionasse, viraria motivo de chacota”, contou em entrevista à Mercadizar.

Apesar de todos os acontecimentos e obstáculos, Joanna continuou na natação, foi medalhista em dois Jogos Pan-Americanos (2011 e 2015) e sempre lutou pela causa feminina nos esportes, tornando-se símbolo desta reivindicação. Em 2014, fundou a ONG Infância Livre para auxiliar crianças e adolescentes através de aulas de educação sexual. Três anos depois, lançou a iniciativa Emancipa Esporte, em parceria com Luciano Corrêa, campeão mundial de judô. 

Em 2018, aos 31 anos, a nadadora anunciou sua aposentadoria das piscinas e passou a se dedicar a projetos sociais. Hoje, Joanna mora na Bélgica, onde cursa mestrado em Ética e Integridade no Esporte. 

Elas no jornalismo esportivo

Ao mesmo tempo em que ocuparam competições, quadras, campos, ringues, piscinas e pódios, elas também adentraram, a passos lentos, o jornalismo esportivo, uma área sempre dominada por homens. No Brasil, Semiramis Teixeira, Germana Garilli e Regiani Ritter foram as pioneiras responsáveis por abrir as portas às mulheres no jornalismo esportivo. 

Nos últimos anos, elas ganharam ainda mais visibilidade. A jornalista Ana Thais Matos foi a primeira mulher a comentar um jogo de futebol na TV Globo, na Copa Feminina de Futebol de 2019. No mesmo ano, ela foi a primeira mulher da emissora a comentar um jogo masculino do Campeonato Brasileiro.

Pouco tempo depois, a emissora contratou a jornalista Renata Mendonça para integrar seu time de comentaristas. Co-fundadora do blog Dibradoras, do UOL Esporte, ela também passou por ESPN e BBC. Antes de ser oficializada como contratada, ela esteve diversas vezes no “Redação SporTV”, do SporTV, sempre como convidada. 

Renata Mendonça (Foto: Reprodução/Internet)

Em entrevista à Mercadizar, Renata contou que sua paixão pelo esporte começou ainda muito cedo e quando escolheu cursar Jornalismo, já tinha em mente que uniria suas duas paixões e seguiria para o jornalismo esportivo como forma de pôr em prática o propósito de lutar pelos direitos das mulheres. 

“Acho que o esporte traz autoestima, determinação, liderança, empoderamento. São características que a sociedade por muito tempo não quis ver nas mulheres. Por isso, a nossa luta é para que todas elas sejam incentivadas ao esporte assim como os homens são, desde cedo. E acredito que, para isso acontecer, elas precisam ter referências desde cedo – e isso, a visibilidade na mídia, é o Jornalismo Esportivo que pode trazer. Por isso me sinto realizada hoje trabalhando nessa área”. 

As mulheres já chegaram a cargos que antes pareciam inalcançáveis, mas não é o suficiente e o jornalismo esportivo ainda parece ter uma barreira intransponível por elas. A todo instante, elas têm sua capacidade, sua competência e suas habilidades colocadas em xeque por chefes, colegas, atletas e torcedores. Numa editoria de esporte, são destinadas a elas pautas envolvendo apenas outras mulheres e esportes considerados “mais leves”. As pautas principais, geralmente, são dos homens. As promoções de cargo são também, em sua maioria, destinadas aos profissionais homens da equipe.

“Uma das coisas mais comuns é ver chefes duvidando da sua capacidade. Eu ouvi de um no início da carreira no Jornalismo Esportivo algo como ‘não confio em você para te mandar cobrir treino ou jogos porque não sei se você vai saber quem são os jogadores, se vai ter as informações sobre eles’. Na hora, não consegui reagir. E por um momento eu até fiquei pensando comigo se eu seria capaz de estar naquela função. Hoje, eu responderia para esse chefe: por que me contratou então? Porque se ele não confiava em mim para realizar as tarefas mais básicas daquela função, não deveria ter me contratado. E eu ouvi aquilo sem ter cometido nenhum erro, sem ter dado nenhum motivo que justificasse um comentário como aquele. Só depois de algum tempo entendi que ele me disse aquilo porque sou mulher e, por isso, ele entendia que meu conhecimento seria menor, que eu não daria conta. A pior coisa que acontece pra nós nessa rotina da profissão é essa, porque faz com que a gente mesmo coloque em dúvida se somos capazes”, relata Renata. 

Em maio de 2015, com o objetivo de driblar o preconceito e incluir as mulheres na cobertura esportiva, Renata, Angélica Souza e Roberta Nina fundaram o projeto Dibradoras. “A ausência de notícias sobre mulheres no esporte era um vácuo e, impulsionadas pela onda do feminino de 2015, muitas pessoas começaram a perceber que o tratamento dado para as mulheres na imprensa era bem desigual, quase invisível. Nascemos em um ano de Copa do Mundo Feminina onde ninguém fazia uma cobertura completa e decente sobre a competição. E com o apoio das atletas, que sempre toparam nos atender, o projeto foi crescendo, fomos conquistando seguidores e espaços, falando com universitários e promovendo palestras em lugares importantes – como o Museu do Futebol. Mas, o nosso maior crescimento foi em 2019, durante os meses de junho e julho, quando estávamos cobrindo a Copa do Mundo na França”. 

Ao longo desses anos, foram diversas as conquistas alcançadas por este grupo e os desafios também fizeram parte desta trajetória. Segundo Renata, o mais gratificante foi assistir a expansão do projeto e, aos poucos, o que era uma ideia despretensiosa, tornando-se profissional e, acima de tudo, referência para tantas outras mulheres da área. “Outras vozes se somaram às nossas e hoje a mensagem ecoa forte: precisamos dar o protagonismo que as mulheres merecem no esporte. A gente quer mais é que mais gente chegue junto e abrace a causa. Acho que é um movimento que não tem mais volta. Mas ainda tem muita luta. Porque os preconceitos que enfrentamos ainda existem, as violências que sofremos ainda são frequentes. Mas se estivermos juntas, fica mais fácil enfrentar e vencer tudo isso”, completa.

Mesmo com os avanços dos últimos anos, é notório que a participação feminina no jornalismo esportivo ainda é algo tímido. As profissionais femininas precisam de força para provar a todo instante que têm competência para falar de futebol, conforme afirma Renata. O maior desafio para as mulheres que querem atuar nessa área é que sempre vão duvidar da sua capacidade. Costumo dizer que, quando você chega numa entrevista de emprego para uma vaga no Jornalismo Esportivo, você parte do ‘-5’ enquanto qualquer homem parte do 0. Isso porque, somente por você ser mulher, o entrevistador já pressupõe que você tem menos conhecimento e menos capacidade do que o seu concorrente (homem). E um erro de uma mulher pesa mil vezes mais do que um erro de um homem. É o combustível para os preconceituosos dizerem: tá vendo, mulher não entende mesmo de futebol. E muitas vezes, pelo fato de todos estarem sempre duvidando de você, você mesma passa a se questionar se é ou não capaz de estar ali. Esse é o primeiro passo para você desistir. Por isso sempre digo às mulheres que querem atuar na área: nunca deixem que te façam duvidar da sua capacidade. Acredite sempre em você e busque seus sonhos sem deixar que a opinião dos outros interfira nisso”.

Na Região Norte…

Quando pensamos em esporte no Brasil, temos como referência de grandes potências do país as regiões Sudeste e Sul. Historicamente, devido a toda falta de mobilização e incentivo que cerca a região Norte, o esporte por aqui não é valorizado e nem algo comum. Apenas de 5 anos para cá, alguns times de futebol masculino passaram a se destacar regional e nacionalmente. O futebol feminino, no entanto, é forte. O Amazonas é berço de um dos melhores e mais fortes times femininos de futebol do país, o Esporte Clube Iranduba da Amazônia. 

Mesmo assim, são poucas as mulheres no jornalismo esportivo amazonense. Larissa Balieiro, jornalista da Rádio Difusora, é uma delas. O esporte sempre fez parte de sua vida, mas não era exatamente uma opção de trabalho. “Quando entrei no mercado, nem podia imaginar que o jornalismo esportivo seria a minha casa. O meu interesse foi muito mais acentuado quando entrei na Difusora, em 2011. Aqui eu tive a chance de desenvolver esse lado e hoje, tenho um quadro criado por mim que é o Sala 10 e um projeto que todos os anos realizo chamado de Simpósio de Jornalismo Esportivo na Amazônia, cujo padrinho é o Mauro Naves”.

Larissa Balieiro, jornalista da Rádio Difusora (Foto: Acervo Pessoal)

Para Larissa, o primeiro desafio da profissão já começa por ser da região Norte. Em entrevista à Mercadizar, ela explicou que o desdém vindo de pessoas de outros estados é comum. Agora, ser uma mulher e trabalhar com jornalismo esportivo no Amazonas é ainda mais difícil, é um desafio diário.

O principal desafio é ser vista com respeito. Perceber na conversa que você está sendo ouvida pela profissional que você é. E para ocuparmos mais espaço é lutando por esse respeito. Se você quer aquele espaço, brigue por ele como se estivesse brigando pelo seu primeiro emprego. Se empenhe. Se dedique. Abstraia cada momento desse espaço. Inclusive os erros. Acima de tudo aprenda. Não vale abrirmos esse espaço e eles não serem devidamente usados ou explorados com maestria. Nós, mulheres, somos capazes do que quisermos mas, precisamos impor o respeito e mostrar que, não só merecemos estar ali como viemos para ficar”.

Em 8 de março de 2020, no Dia Internacional da Mulher, a jornalista cobria São Raimundo X Manaus FC, partida válida pela primeira rodada do returno do Campeonato Amazonense. Repórter de campo, ela sofreu xingamentos vindos da torcida do São Raimundo, mais especificamente do líder da Furacão Azul, torcida organizada do time. Larissa filmou as ofensas, publicou nas redes sociais e denunciou o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas. Após o julgamento, o torcedor foi sentenciado a passar 2 anos sem pisar nas arquibancadas. Caso descumpra a medida, terá que pagar R$10 mil. 

“Este foi o pior de todos, pois eu e colegas fomos xingadas no estádio em pleno dia 8 de março. As ofensas de um torcedor começou com a esposa de um atleta, e ele, vendo que fiquei incomodada com as minhas colegas, começou a se dirigir pra gente e inclusive mostrou o dedo do meio pra mim. Eu filmei tudo. Joguei na internet. Fui para a Justiça Desportiva e ele pegou gancho de dois anos. Foi o pior caso até hoje da minha carreira, acho que porque acabei indo mais adiante na punição”.

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