Isabella Botelho; 11/06/2021 às 19:00

#MercadizarExplica: As inúmeras formas de amar

No final de semana do Dia dos Namorados, precisamos conversar sobre os diferentes tipos de relacionamento e a importância de respeitá-los

Quando pensam na representação da palavra “casal”, muitas pessoas imaginam um homem e uma mulher. Isso vem de muito tempo atrás, de geração em geração, quando fomos educados e construídos, desde pequenos, para acreditar que a normalidade se restringia necessariamente a relacionamentos heterossexuais formados por duas pessoas. Esta crença enraizada se deu muito por influência religiosa, preconceito e também pela mídia, que durante muitos anos não representou as diversas formas de amar presentes em nossa sociedade.

Hoje, ainda bem, os tempos são outros. Outras vivências e formas de amar ganharam e ganham cada vez mais visibilidade. Há casais formados por pessoas do mesmo sexo, de diferentes idades, raças, cores e crenças. 

Você deve estar se perguntando: “mas onde a comunicação entra nisso tudo?”. Certa vez, li que a comunicação tem três funções: informar, entreter e educar. Como sabemos, ela anda alinhada à sociedade e nós, profissionais da área, temos uma função social perante o público. Filmes, séries, novelas e peças publicitárias, por exemplo, ditam regras e criam ideais. Ao abordarem temáticas essenciais à sociedade, eles podem transmitir mensagens que devem se tornar o centro de debates e reflexão. Daí a importância da representação destas diversas formas de amor na mídia. Está na hora de vermos os diferentes casais representados nela.

Apesar da urgência da causa, esta representação precisa ser natural, verdadeira e, o mais importante, duradoura. Para isso, ter diversidade na equipe de criação e nos veículos de comunicação ajuda a manter no planejamento o olhar verdadeiro de quem se quer representar. Ninguém melhor que o participante da minoria para dizer como ele deve ser representado.

Por último, mas não menos importante, fica o nosso questionamento: e daí se o amor do outro não é igual ao seu? Isso não dá o direito de deslegitimar o sentimento. Não há mal em respeitar as diferentes formas de amor que existem por aí nesse mundo. O amor, da forma que for, só faz bem. 

Em 1988, o cantor brasileiro Lulu Santos nos presenteou com uma das músicas mais bonitas, icônicas e simbólicas de sua carreira. Toda uma geração entoou, a plenos pulmões, os versos “consideramos justa toda forma de amor”. Vamos honrar esse hino e colocar o mantra em prática? Toda forma de amor é válida, mas, acima de tudo, necessária.

*O Mercadizar não se responsabiliza pelos comentários postados nas plataformas digitais. Qualquer comentário considerado ofensivo ou que falte com respeito a outras pessoas poderá ser retirado do ar sem prévio aviso.