Por Ariel Bentes; 20/02/2019 às 19:14

Influenciadores Digitais: como saber se vale a pena contratar

Antes de contratar um influenciador digital, a empresa precisa ter alguns cuidados e o Mercadizar vai lhe dizer quais

Com o surgimento da internet, todos os dias novos aplicativos e redes sociais surgem transformando a forma como as pessoas consomem e como o mercado passa a vender os seus produtos e serviços.  

A partir dessas mudanças, também surgem os digitais influencers ou influenciadores digitais. De acordo com Cristiane da Silva e Felipe Tessarolo, publicitários e autores do artigo “Influenciadores Digitais e as Redes Sociais Enquanto Plataformas de Mídia”, “O termo se refere aquelas pessoas que se destacam nas redes e que possuem a capacidade de mobilizar um grande número de seguidores, pautando opiniões e comportamentos e, até mesmo, criando conteúdos que sejam exclusivos”.  De alguma forma, os influenciadores sempre existiram nas páginas do Orkut e Fotolog, mas só alcançaram o status atual quando as marcas começaram a usar as redes sociais como estratégia de divulgação dos seus produtos. 

Segundo os estudos do Instituto QualiBest, os influenciadores digitais são a segunda fonte de informação para a tomada de decisão na compra de um produto, ficando atrás somente de parentes e amigos. Mas antes de contratar um influenciador digital, a empresa precisa verificar algumas coisas e uma delas é avaliar o público do influenciador versus o público da empresa.

Existem influenciadores que atendem diversos segmentos como culinária, moda, entretenimento, humor e outros. Com o objetivo de gerar confiança e criar uma ponte entre sua empresa e o público influenciado, algumas marcas prezam apenas pelo engajamento do digital influencer e não fazem uma avaliação de quem é o público do influenciador e se ele condiz com a sua marca, podendo gerar conflitos no futuro.

(Foto: Reprodução/Instagram)

Um exemplo positivo disso, é a #MissãoSDL da sapataria, Sapatinho de Luxo (@euamosapatinhodeluxo). A primeira edição da a #MissãoSDL aconteceu em Paris, em 2017, no qual a marca convidou seis influenciadoras digitais para pesquisar tendências de moda e criar um editorial criativo. Entre as influenciadoras escolhidas estavam, Deisei Souza de Porto Velho, Thuany Azevedo de Boa Vista, Carol Heinrichs de Manaus e outras de diferentes partes da região norte, causando identificação com o público da loja que está presente nestas cidades. Em 2018, a #MissãoSDL ganhou a sua segunda edição em Mykonos, Grécia, repetindo a preferência por digitais influencers da região norte e agora também região nordeste.

Segundo Gabriela Lourenço, diretora da Flutu Filmes, empresa que gerenciou a #MissãoSDL, “O retorno é bem instantâneo e a gente consegue perceber sem números, pelo engajamento nas redes, pelo aumento de seguidores e até em vendas na loja, mas aumentamos em média 50 mil seguidores na última missão”, disse Lourenço. A cantora Gretchen e a youtuber GKay, também foram convidadas para participar de eventos em lojas da sapataria em Manaus.

Além disso, é preciso estar atento aos influenciadores que compram seguidores, curtidas e comentários. A prática não produz um engajamento real para sua empresa, pois esse público não se transformará em venda, além de que os perfis falsos são de fácil identificação e irá gerar uma má reputação para a marca envolvida.

Algumas ferramentas permitem saber se o influenciador faz ou não essa compra, como o site Social Blade. Nele é possível verificar as estáticas de usuários do Instagram, Twitter e Youtube diariamente e quando esses números crescem drasticamente, fica perceptível a compra de seguidores.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), divulgou que em 2018 os influenciadores foram os que mais apareceram no topo do ranking das decisões de condenação do Conar. A maior parte dessas decisões se deram, por falta do que o Conselho chama de “identificação publicitária”, quando um digital influencer faz uma divulgação de um produto, serviço, marca ou local sem sinalizar com as hashtags, #publi e #ad, que aquele post foi patrocinado.

(Foto: Reprodução/Instagram)

A Emilly Araújo (@emillyaraujoc), influenciadora e ganhadora do Big Brother Brasil 2017, aparece nesta lista do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – Conar, com cinco condenações. Em dois casos, foram determinadas alterações em mensagens e nos outros três houve decisão por alteração e advertências a postagens.

Tendo atenção e seguindo estes conselhos, você escolhe o influenciador certo e obtém sucesso nas redes sociais!

Gostou? Tem mais alguma dica ou case? Conhece outra plataforma que auxilia na escolha de um digital influencer? Envia para gente! 

Fonte: 

https://bit.ly/2G10iRp 

https://bit.ly/2XhThEi

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