
A artista Kaê Guajajara irá lançar nesta sexta-feira (17), às 18h, o single “Pé na Terra”, que chega às plataformas digitais durante a Semana dos Povos Indígenas. A faixa, que irá ser acompanhada de um videoclipe, fala sobre um olhar da ancestralidade e a força coletiva das mulheres.
O lançamento ocorre às vésperas do Dia dos Povos Indígenas, celebrado no domingo (19/04), reforçando o debate sobre memória, identidade e resistência a partir da ancestralidade indígena.
“Pé na Terra”
Na música, Kaê Guajajara apresenta um manifesto que conecta música e imagem para abordar a ancestralidade como base da identidade brasileira, além do papel das mulheres na construção social e cultural do país.
Além da assinatura de Kaê, a faixa é produzida em parceria com o produtor angolano Joss Dee. O single combina elementos do pop, batidas de funk e percussões do Nordeste.
Videoclipe
Acompanhando a música, o videoclipe apresenta um retrato da diversidade feminina, com a presença de mulheres indígenas, pretas, brancas e trans em cena.
A presença dessas mulheres reforça a ideia de união diante de violências históricas, propondo uma reflexão de um olhar coletivo sobre identidade, pertencimento e resistência.

Para Kaê Guajajara, o trabalho parte de uma memória coletiva que atravessa gerações.
“O Brasil tem uma memória apagada propositalmente, mas se você olhar e ouvir de perto, a maioria de nós carrega o eco de uma avó ou bisavó indígena que foi o pilar de uma família. Essas são as nossas mulheres matrizes. ‘Pé na Terra’ é sobre honrar esse sangue e entender que, no tempo de agora, a nossa força precisa ser coletiva”, afirma Kaê.
Sobre Kaê Guajajara
Kaê Guajajara é a voz da Música Popular Originária (MPO). Nascida no Maranhão e criada no Complexo da Maré (RJ), sua arte desfaz a ilusão de que a floresta termina onde a cidade começa.
Com a força de seu terceiro álbum, Forest Club, e sob o lema “Favela é Terra Indígena”, Kaê consolidou sua relevância global em palcos como Rock in Rio, The Town e Global Citizen. Em 2024, pauta a visibilidade originária nos centros urbanos com a sua participação na exposição “Sobre Vivências” (Museu das Favelas – SP). Unindo ativismo e estética, Kaê redefine o cenário musical brasileiro ao manifestar que a força da terra e a tecnologia do agora ocupam o mesmo corpo e o mesmo território.