Meio Ambiente

Destruição de Terras Indígenas pelo garimpo cresceu quase 500% em dez anos

A área ocupada pelo garimpo dentro de Terras Indígenas cresceu 495% entre 2010 e 2020, sendo que os maiores saltos foram registrados principalmente durante o governo Bolsonaro.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo MapBiomas e divulgado nesta terça-feira, 19, Dia da Luta e Resistência dos Povos Indígenas.

Os números levantados pela organização mostram saltos sucessivos. O desmatamento por mineração em TI registrado em 2016 foi de 58,43 hectares. Em 2018 ele já estava em 1.451 hectares e, no ano seguinte, 2019, a cifra chegou a 2.975 hectares. Em 2021, a destruição da floresta em Territórios Indígenas foi de 2.409 hectares.

A atividade da mineração e do garimpo são proibidas por lei dentro de TIs. Desde que chegou ao poder, Jair Bolsonaro tenta emplacar mudanças na legislação, de forma a liberar a atividade no interior desses territórios.

Segundo o MapBiomas, as maiores áreas de garimpo em Terras Indígenas estão em território Kayapó, com 7.602 hectares destruídos, e Mundukuru, com 1.592 hectares de desmatamento entre 2010 e 2020. Ambos estão localizados no estado do Pará.

O território Yanomami, localizado nos estados do Amazonas e Roraima, acumulou 414 hectares de desmatamento por mineração no período. 

No último final de semana, uma operação do Ibama e Polícia Federal recolheu equipamentos de garimpeiros que invadiram a aldeia Karimãa, na Terra Indígena Xipaya, no sudoeste do Pará.

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