Realizado no último final de semana, a primeira edição do “Encantaria Club” abraçou o mistério: convidados de diversas cenas criativas da capital amazonense receberam apenas informações do endereço e dress code para o evento que tinha como proposta aproximar a floresta da cidade, transformando referências amazônicas em experiências sensoriais.

Foto: Divulgação/Assessoria
Durante o evento, a cantora Cella apresentou para o público uma nova faceta, a de DJ, mostrando que está sempre diversificando a forma como mostra seu trabalho. A artista ainda comentou que o objetivo principal do evento era ocupar a noite com um espaço para a criação, pertencimento e conexão entre artistas do cenário amazonense. O evento reafirma a proposta de Cella, a de levar a cultura nortista para novos públicos e plataformas.
“É um projeto que nasce em Manaus, mas que pode ser levado para outros estados como uma forma de apresentar a cultura nortista em outros centros urbanos”, comentou a artista e idealizadora do projeto.
A programação do evento contou com os DJs Noellie, Viktoria e Jotap, com a curadoria de Patrício Terry, que buscou construir uma atmosfera em que a música nortista dialogou com a música eletrônica, performances e artes visuais, com o intuito de reforçar a diversidade da produção cultural contemporânea da região.
Além disso, o evento reuniu músicos, bailarinos, artistas visuais, produtores culturais e representantes da cena criativa de Manaus, com o objetivo de celebrar uma geração que vem renovando a identidade artística da cidade. Um dos momentos mais aguardados da noite foi a apresentação ao vivo de Cella, que interpretou as faixas “Encantaria”, “Meu Norte” e “Karma (Remix)”, reafirmando a proposta sonora que mistura ancestralidade, contemporaneidade e experimentação.
Cella
Em maio, Cella lançou seu primeiro álbum, “Efeito Borboleta”, trabalho que marca uma nova etapa em sua carreira, uma vez que, paralelamente à carreira musical, Cella também é destaque no teatro. O álbum apresenta uma sonoridade que combina o pop contemporâneo com referências amazônicas e reúne dez faixas inéditas inspiradas na teoria do efeito borboleta, abordando temas como transformação, liberdade e renascimento, que reflete sobre sua trajetória desde que deixou Manaus para morar sozinha no Rio de Janeiro em busca do sonho de atuar e cantar.
A cantora participou do Festival Folclórico de Parintins, em junho, como enviada da revista Caras para produzir uma série de conteúdos sobre os bastidores da festa, a emoção das torcidas de Garantido e Caprichoso, figurinos, curiosidades e toda a riqueza cultural que movimenta o maior festival folclórico da Amazônia.