Concorrendo na categoria “Documentário Nacional”, na primeira edição do FestCine Saberes Amazônicos, o curta-metragem “Anamã, a Veneza da Amazônia”, gravado em 2021, mostra a rotina da cidade, durante uma das maiores enchentes que aconteceu nos rios da bacia amazônica, mostrando a realidade da cidade que sofre com os impactos da cheia do rio Solimões nos últimos dez anos. Sua exibição acontecerá na noite desta sexta-feira (12), durante o evento que ocorre no Centro Amazônico de Fronteiras da Universidade Federal de Roraima.

Foto: Bruno Kelly
A obra audiovisual busca valorizar a identidade, história, memória e a relação profunda entre a comunidade e o território do município. Por isso, para o diretor Orlando Júnior, estar entre os finalistas é um passo importante para ampliar a circulação da produção audiovisual, uma vez que a Mostra Oficial de Saberes Amazônicos reúne diversas produções de estados da Amazônia Legal, com o objetivo de promover a troca de culturas, incentivar produções independentes e ampliar a visibilidade sobre temas relacionados ao patrimônio cultural, diversidade e questões socioambientais.
Para o membro da Comissão Organizadora do FestCine Saberes Amazônicos, Éder Santos, a seleção de finalistas buscou reconhecer produções que valorizassem os conhecimentos, identidades e os modos de vida dos povos da Amazônia.
“É um privilégio muito grande fazer parte dessa construção histórica, na qual foram selecionados filmes e curtas importantes para representar a imagem positiva dos povos da Amazônia e, notadamente, tratar de temas que nos interessam, das histórias e os dramas do povo que vive na região norte”, comenta Éder Santos.
“Anamã, a Veneza da Amazônia” conquistou em 2025 o prêmio de “Melhor Filme” no maior festival de cinema do Centro-Oeste, o Festival Nacional de Cinema de Senador Canedo, em Goiás. A obra também fez parte da programação da Mostra Ocupa CCVM – Amazônia em Foco em São Luís, Maranhão, e da 2ª Mostra de Cinema Amazônico de Boa Vista e do Cabé – Cinema a Céu Aberto, em Manaus, em 2024.