Comunicação

Vivo e CBF se unem em ação para acelerar a carreira de treinadores negros

Durante a realização da Copa do Mundo, os olhos de torcedores de todos os países estarão em campo. Dentro das quatro linhas, há décadas vemos a genialidade de diversos profissionais negros que se tornaram ídolos defendendo a Seleção Brasileira. Mas, quando olhamos para o banco da comissão técnica, há uma ausência evidente de profissionais pretos comandando a seleção. Se o talento negro brilha tanto em campo com seu futebol arte, por que em espaços de liderança e poder há escassez de profissionais negros?

Partindo dessa reflexão, e com o impulso do Mês da Consciência Negra, a Vivo anuncia o projeto Professores Pretos, mais uma iniciativa para incentivar a equidade racial no país. Em parceria com a CBF, a ação irá convocar seis técnicos de diferentes regiões do país para obterem a preparação e as licenças da CBF Academy, pré-requisitos para ascender na carreira e concorrer a vagas de liderança dentro do esporte.

A CBF vem enfrentando o racismo e a violência no futebol com iniciativas que ganharam tração em 2022. Em março, uma série de compromissos foi publicada em um manifesto a favor da vida e do futebol brasileiro e, em agosto, foi realizado o primeiro Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol, que contou com a presença de personalidades que atuam pelo fim da discriminação dentro e fora dos estádios. Além disso, um grupo permanente de trabalho, com representantes de entidades como Fifa, Conmebol, federações, clubes, entidades civis e representantes do movimento negro, foi formado para tratar de aspectos legais e operacionais ligados ao tema. 

“A campanha Professores Pretos tem todo o nosso apoio e aplauso. Iniciativas como estas, vindas de um parceiro como a Vivo, conjugam com o nosso compromisso de tornar o futebol um esporte cada vez mais inclusivo, sem discriminação de cor, raça, religião, posicionamento político ou de gênero”, destacou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

Critérios da seleção de participantes 

Toda a ação e a seleção dos participantes foram realizadas com a consultoria do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, que tem entre os seus objetivos promover ações afirmativas de inclusão social no esporte e combater o racismo. 

“Ao diagnosticar a ausência de treinadores negros nos grandes clubes do Brasil, foi possível apontar que ela acontece por alguns motivos, entre eles a falta de confiança, o preconceito, a falta de oportunidade e a ausência de projetos de incentivo à diversidade e à inclusão”, afirma Marcelo Carvalho, do Observatório da Discriminação Racial no Futebol.

Seis nomes foram escolhidos pelo Observatório para participar do programa, que oferecerá as três licenças necessárias para que eles se tornem técnicos de futebol profissionais no país. Entre os critérios para a seleção dos participantes, foram considerados aqueles que ainda não atuam em grandes clubes e necessitam das licenças da CBF para crescer na carreira, além de representantes de várias regiões do Brasil e que têm identificação com o propósito antirracista. 

Convocação dos selecionados e o projeto 

Posts e vídeos nas redes sociais da Vivo, da CBF e de Vini Jr. anunciaram os técnicos selecionados no dia 8 de novembro, o dia seguinte à convocação da Seleção Brasileira. O anúncio conta com a participação do próprio Vini Jr. e do ex-volante e atual integrante da comissão técnica brasileira César Sampaio, considerado o braço direito de Tite. 

 

“Vini Jr. e César Sampaio estão vindo a campo para falar de uma questão que atinge também quem está fora dele. E, como além de craques, são reconhecidos pelo engajamento no combate à discriminação social, é natural que estejam envolvidos em um programa tão importante para a evolução do nosso futebol e da sociedade de forma mais ampla”, defende Sleyman Khodor, CCO da VMLY&R, agência idealizadora da ação. 

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