ComunicaçãoMeio Ambiente

#MercadizarIndica: Ativistas e comunicadoras ambientais do Norte

O Brasil possui uma diversidade biológica incomparável: a Mata Atlântica, rica em biodiversidade, o Cerrado, a savana brasileira que desempenha um papel crucial na regulação do clima e na conservação das águas, e a Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do planeta. No entanto, esse tesouro natural enfrenta ameaças constantes devido a problemas como as queimadas e o desmatamento desenfreado, resultando em perdas irreparáveis para o meio ambiente e para comunidades que dependem desses ecossistemas.

Imagem: Mercadizar

Neste cenário desafiador, ativistas e comunicadores ambientalistas são aliados na proteção das florestas, denunciando crimes ambientais e promovendo a sustentabilidade. Suas ações não apenas ajudam a preservar o patrimônio natural, mas também buscam garantir um futuro mais justo e equilibrado para as próximas gerações.

Nesta edição do #MercadizarIndica destacamos ativistas e comunicadores da região Norte que possuem compromisso com a causa ambiental.

Claudelice dos Santos – Pará

Claudelice da Silva Santos é uma ativista ambiental e defensora dos direitos humanos do Pará, no Brasil. Ela ganhou destaque por sua luta contra o desmatamento e a exploração ilegal de terras na Amazônia, especialmente após o assassinato de seu irmão, José Cláudio Ribeiro dos Santos, e sua cunhada, Maria do Espírito Santo, em 2011. Ambos eram ativistas ambientais conhecidos por suas ações em defesa da floresta e dos direitos das comunidades tradicionais​

Imagem: Reprodução / Instagram

Valdinéia Sauré (Val Munduruku) – Pará

Valdinéia Sauré, também conhecida como Val Munduruku, é uma ativista indígena e comunicadora do povo Munduruku, nascida em Jacareacanga, no Pará. Com 25 anos, Val é uma importante voz na defesa dos direitos indígenas e da proteção ambiental na região do Alto Tapajós, que sofre com o desmatamento e o garimpo ilegal. Formada em Gestão Pública e Desenvolvimento Regional pela Universidade Federal do Oeste do Pará, ela utiliza sua educação e experiência para lutar contra as ameaças que afetam seu povo e seu território.

Imagem: Helena Alba/ Reprodução

Maryellen Crisóstomo – Tocantins

Maryellen Crisóstomo, jornalista e ativista pelos direitos quilombolas, é uma importante figura da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (CoeqTO). Nascida no município de Almas, Tocantins, ela trabalha para incluir a pauta quilombola nos debates sobre mudanças climáticas e justiça ambiental.

Imagem: Gian Martins | Mídia Ninja

Nilma Bentes – Pará

Nilma Bentes, uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), é uma destacada ativista social, agrônoma e escritora, conhecida por sua atuação em prol dos direitos das mulheres negras e da população negra no Brasil. Ela desempenhou um papel fundamental na criação da Marcha das Mulheres Negras, um marco na luta contra o racismo e o machismo, que mobilizou milhares de mulheres em Brasília em 2015.

Além disso, Nilma foi uma das principais articuladoras do Estatuto da Equidade Racial no Pará, uma legislação que visa garantir direitos específicos e combater a discriminação racial no estado. Ao longo de sua carreira, Nilma tem se dedicado a conscientizar sobre as dificuldades enfrentadas pela população negra, incluindo questões de saúde, educação e mercado de trabalho​.

Imagem: Lilian Campelo

Ângela Mendes – Acre

Ângela Mendes, filha do icônico ambientalista Chico Mendes, é uma ativista dedicada à preservação da Amazônia e ao fortalecimento dos direitos das populações tradicionais. Após a morte de seu pai em 1988, Angela se tornou uma defensora fervorosa das Reservas Extrativistas (Resex), um dos legados mais significativos de Chico Mendes. As Resex são áreas protegidas que permitem o uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades locais, um modelo crucial para a preservação da floresta e para o sustento dessas populações.

Imagem: Amon Aquino

Wanda Witoto – Amazonas

Wanda Witoto, também conhecida como Vanda Witoto, é ativista indígena e comunicadora do Amazonas, Brasil. Além de ser técnica de enfermagem e líder comunitária, ela se destaca por seu papel na proteção das florestas e na defesa dos direitos dos povos indígenas. Vanda tem sido uma voz ativa contra a exploração ilegal da Amazônia e o desmatamento, utilizando diversos meios para promover a sustentabilidade e a preservação ambiental. Ela ganhou destaque ao se tornar a primeira pessoa no Amazonas a ser vacinada contra a COVID-19.

Imagem: Mídia Ninja

Ane Alencar – Pará

Ane Alencar é geógrafa e ativista ambiental do Pará, que atualmente ocupa a posição de Diretora de Ciência no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). Com uma carreira dedicada à compreensão e mitigação dos impactos das mudanças climáticas e do desmatamento na Amazônia, Ane possui uma sólida formação acadêmica, incluindo um mestrado em Sensoriamento Remoto pela Universidade de Boston e um doutorado em Recursos Florestais e Conservação pela Universidade da Flórida​.

Além de suas contribuições científicas, Ane Alencar é uma voz ativa na defesa de políticas de proteção ambiental e na promoção da equidade de gênero nas ciências ambientais, encorajando a participação de mulheres em áreas predominantemente dominadas por homens​.

Imagem: Arquivo Pessoal

Alessandra Munduruku – Pará

Alessandra Munduruku é ativista indígena do Pará, conhecida por sua luta fervorosa contra o garimpo ilegal e pela defesa dos direitos territoriais do povo Munduruku. Em 2023, recebeu o Prêmio Goldman, reconhecido como o “Nobel” do ambientalismo, por sua dedicação em proteger o território indígena Sawré Muybu dos impactos da mineração ilegal e das grandes obras de infraestrutura, como barragens e ferrovias, que ameaçam a região do Tapajós.

Alessandra é uma voz potente nas mobilizações indígenas, destacando-se em protestos e assembleias, como no Acampamento Terra Livre. Sua liderança é marcada pela resistência contra empresas como a Anglo American, que em 2021 retirou 27 pedidos de pesquisa mineral no território Munduruku após intensa pressão da ativista e de sua comunidade.

Imagem: goldman environmental prize

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