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Modelo de reinserção emergencial garante que refugiados venezuelanos recomecem suas vidas no Brasil em meses

A Venezuela enfrenta, atualmente, uma crise socioeconômica e política que já é considerada pelas Nações Unidas o maior conflito humanitário da América Latina. Mais de 5,1 milhões de pessoas já deixaram o país para buscar um recomeço, sendo o Brasil a quinta nação para onde mais se deslocam, devido à fronteira com a cidade de Pacaraima, em Roraima. Mais de 264 mil refugiados venezuelanos já entraram no país.

(Foto: Divulgação/Assessoria)

Em meio a este cenário de crise, nasceu a organização humanitária Refúgio 343. Fundada por três jovens de São Paulo que se incomodaram com a situação, a entidade desenvolveu um modelo de reinserção socioeconômica emergencial, que garante que os refugiados venezuelanos que hoje estão em Roraima à espera de uma oportunidade de recomeçar suas vidas possam se reintegrar à sociedade em, no máximo, seis meses, em qualquer cidade brasileira.

“Todo o trabalho é baseado no conceito de interiorização, que consiste em definir uma estratégia de deslocamento planejado que garanta que essas pessoas saiam de Roraima, onde não há oportunidades para todos recomeçarem, e sejam recebidas em outros municípios do país, onde aí sim terão uma oportunidade concreta de reinserção socioeconômica”, explica Guilherme Sperandio, cofundador e gerente operacional do Refúgio 343.

O modelo de reinserção emergencial desenvolvido pela organização é baseado em três pilares fundamentais – Emprego, Educação e Saúde – e replicado por pessoas voluntárias da sociedade civil, de todo o Brasil, chamadas pela entidade de “acolhedores”.

O trabalho da organização já resultou na interiorização de 281 famílias (873 refugiados venezuelanos), que agora recomeçam suas vidas em 98 cidades de 15 Estados brasileiros. Desde o início da pandemia, 177 famílias (602 refugiados venezuelanos) foram interiorizadas.

Um sonho que movimenta

O Refúgio 343 nasceu, literalmente, de um sonho. “Em outubro de 2018, comecei a ter sonhos frequentes com uma menina que não conhecia. Até que um dia vi a imagem dela em uma reportagem que falava sobre a crise migratória na Venezuela. Neste momento, senti que deveria fazer algo para ajudar”, conta Fernando Rangel, idealizador e diretor executivo do Refúgio 343.

Junto com sua companheira, Laura Fatio, e um de seus melhores amigos, Guilherme Sperandio, Fernando reuniu um grupo de voluntários para dar início ao trabalho. O primeiro sonho era pegar um avião para Roraima e interiorizar uma família de refugiados venezuelanos.

Hector, Tajiris e seus dois filhos foram os primeiros acolhidos pelo grupo na cidade de São Paulo, em uma casa de número 343, em junho de 2019, Mês Mundial do Refugiado. Quatro meses depois, a família já estava reinserida socioeconomicamente: crianças na escola e adultos empregados, responsáveis por todas as suas despesas.

“Vimos uma realidade tão triste no norte do país e, ao mesmo tempo, foi tão simples interiorizar e ajudar uma família que não poderíamos guardar esse modelo de reinserção só para a gente. Ao compartilhar um sonho individual, passamos a sonhar coletivamente e estamos mudando a realidade dos refugiados venezuelanos no Brasil”, comemora Rangel.

Sobre o Refúgio 343

Site: https://refugio343.org/ 

Facebook: https://www.facebook.com/Refugio343/  

Instagram: https://www.instagram.com/refugio343_/  

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/20159281/ 

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC4t1bP3BHf2LZuZOSKoWGSA 

Fonte: Assessoria 

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