O grupo Garfo na Tomada estreia, no dia 9 de junho, o espetáculo “O Sonho de Savana”, no Teatro Amazonas. Com entrada gratuita, a montagem dirigida por Cris Jardim mistura romance, suspense psicológico e realismo fantástico em uma história que fala sobre sonhos, memória e saúde mental.

Na história, Savana e Taira veem suas vidas mudarem após um sonho em comum. Entre acontecimentos misteriosos e lembranças fragmentadas, a peça mistura fantasia, afetos e suspense.
De acordo com a diretora e dramaturga Cris Jardim, o espetáculo utiliza o universo dos sonhos como ligação entre ancestralidade, memória e espiritualidade. A proposta, segundo ela, é abordar temas como saúde mental e afetos de maneira poética, mas sem suavizar os conflitos emocionais presentes na história.
“É através dele que as almas se conectam e acredito que de alguma forma nos comunicamos através deles com outras pessoas”, explica a diretora da obra.
Sobre o elenco
O elenco é formado por Fernanda Jardim, Yasmin Suelem, Mário Jorgi e Kelly Beleza. Na trama, os atores interpretam personagens ligados ao universo onírico da obra, incluindo uma jovem fotógrafa que descobre conexões com vidas passadas e uma figura mística capaz de atravessar sonhos e realidade.

“O Sonho de Savana”
“O Sonho de Savana” surgiu inicialmente como um conto literário escrito por Cris Jardim e, posteriormente, foi adaptado para o teatro como trabalho de conclusão do curso de Bacharelado em Teatro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em 2022.
A diretora afirma que a montagem ganhou novas camadas durante os ensaios, especialmente na forma como os atores traduziram emoções e ações inicialmente implícitas no texto original.
Às vésperas da estreia, Cris Jardim afirma esperar que o espetáculo desperte reflexões sobre medo, desejo e imaginação a partir das experiências vividas pelas personagens.
“Acredito que possamos deixar algumas reticências na cabeça das pessoas. É uma obra complexa, lembrando a criança que escrevia histórias de terror com os amigos da escola. Espero que todos sintam-se instigados a criar e transformar seus temores e desejos em obras de arte também”, finalizou Cris.