O documentário “ASSOTRAM: Vozes que Transformam” será lançado no dia 18 de abril, às 18h, no Palácio da Justiça, trazendo à tona a realidade da população trans no Amazonas e o trabalho desenvolvido pela ASSOTRAM. A produção aborda ações de prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis, além de destacar trajetórias marcadas por exclusão, resistência e cuidado coletivo.

FOTOS: Aurora Boreal Produções e Ybá Criativa
O documentário “ASSOTRAM: Vozes que Transformam” será lançado no dia 18 de abril, às 18h, no Palácio da Justiça, trazendo à tona a realidade da população trans no Amazonas e o trabalho desenvolvido pela ASSOTRAM. A produção aborda ações de prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis, além de destacar trajetórias marc
Em um cenário nacional onde cerca de 90% da população trans tem na prostituição sua principal fonte de renda — reflexo das barreiras de acesso ao mercado formal —, o documentário propõe ampliar o debate sobre saúde pública e direitos humanos a partir de experiências locais. A narrativa acompanha ações realizadas diretamente em campo, com distribuição de insumos e orientações sobre saúde sexual para profissionais do sexo, especialmente mulheres trans e travestis.
Idealizado por Paulla Baçal, o projeto nasce da vivência com o público atendido pela associação e da necessidade de dar visibilidade a um trabalho ainda pouco reconhecido. A produção é assinada em parceria com a Ybá Criativa, representada por Roberto Fernandes, e foi contemplada no edital da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), voltado ao fomento de iniciativas culturais com impacto social.
Saúde, direitos e inclusão
Fundada em 2017, a ASSOTRAM desenvolve ações voltadas à promoção da saúde e à garantia de direitos da população trans. Entre as iniciativas estão abordagens em pontos de prostituição, com entrega de preservativos, lubrificantes e materiais informativos, além de orientações sobre prevenção e acesso a serviços de saúde.

FOTOS: Aurora Boreal Produções e Ybá Criativa
Dados recentes das ações da entidade evidenciam o alcance do trabalho. Em março deste ano, 46 pessoas foram atendidas, enquanto uma única ação realizada em fevereiro de 2025 alcançou 54 pessoas, com a distribuição de milhares de insumos de prevenção.
O documentário também reúne depoimentos de associadas e profissionais do sexo, como Katryna Ferraz e Lud Milla, que compartilham vivências e experiências relacionadas à construção de autonomia e redes de apoio.
Para a presidenta da associação, Rebeca Carvalho, dar visibilidade a essas ações é fundamental. “Dar visibilidade a esse trabalho é afirmar existência, autonomia e também um chamado por reconhecimento: todas as vidas importam”, afirma.
Após a exibição, o documentário será disponibilizado gratuitamente no YouTube, além de contar com perfis nas redes sociais onde serão divulgadas informações e conteúdos complementares. A produção também será inscrita em festivais e mostras de cinema.