ArteComunicação

Prorrogadas as inscrições do edital ‘Mãe Dulce’, voltado ao fortalecimento de comunidades de matriz africana

Foi prorrogado até o dia 26 de setembro de 2024 o prazo para inscrições no edital “Mãe Dulce”, promovido pela Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Amapá (Fundação Marabaixo). 

Imagem: Reprodução/ Internet

O edital tem como objetivo selecionar 31 projetos focados no fortalecimento das comunidades de matriz africana e povos de terreiro, com incentivos financeiros de até R$ 10 mil por proposta.

Desses 31 projetos, 15 serão dedicados à regularização de espaços de culto, 11 à promoção de exposições culturais, e 5 para a manutenção e revitalização dos terreiros, como a aquisição de instrumentos e equipamentos necessários para as práticas religiosas.

As inscrições podem ser feitas exclusivamente online através do formulário de inscrição, disponibilizado no portal da Fundação Marabaixo. Os proponentes, que devem residir no Amapá há pelo menos cinco anos, precisam enviar a documentação exigida, como formulário de inscrição, plano de trabalho, currículo, documentos pessoais, e, no caso de organizações, o CNPJ ou estatuto. Além disso, projetos devem apresentar previsão de execução em até 12 meses.

A análise de mérito cultural dos projetos inscritos no edital “Mãe Dulce” será realizada por uma comissão de seleção composta por três pareceristas nomeados pela Fundação Marabaixo, sendo dois membros da própria fundação e um da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá. Essa comissão avaliará os projetos com base em critérios comparativos e individuais, levando em consideração a relevância e o impacto de cada proposta dentro de sua categoria. 

Caso o proponente discorde da decisão, há possibilidade de interpor recurso por meio de um formulário específico, entre 22 e 26 de setembro. O resultado final será divulgado em 28 de setembro, no site da Fundação Marabaixo e em locais públicos de fácil acesso​.

Para mais informações acesse o edital completo.

Mãe Dulce

O edital “Mãe Dulce” foi criado em homenagem a Dulce Costa Moreira, conhecida como Mãe Dulce, uma das pioneiras das religiões de matriz africana no estado do Amapá. Ela foi uma figura central na preservação e propagação das tradições afro-religiosas, sendo reconhecida por tocar o primeiro tambor de mina no estado em 1962. O objetivo do edital é apoiar projetos voltados para o fortalecimento das comunidades de matriz africana e povos de terreiro, preservando o legado cultural que Mãe Dulce ajudou a consolidar no estado​.

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