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Tiago Iorc lança álbum inédito “DARAMÔ”

Tiago Iorc está de volta com um projeto inédito: seu novo álbum autoral, “DARAMÔ”. Produzido na Bahia, o projeto de dez faixas traz como inspiração um mergulho na brasilidade e na vontade de troca. O álbum está disponível em todas as plataformas de áudio.

Imagem: Hugo Toni / Capa do Álbum DARAMÔ

Para coroar a volta de Tiago, “saudade boa” foi eleita a música de trabalho e chega com um videoclipe no YouTube. 

“Posso dizer que ‘saudade boa’ é uma das minhas favoritas. É uma composição minha e da Duda (Rodrigues), e aconteceu quando ela estava indo fazer uma viagem. Nasceu de improviso, ao tentar descrever a sensação boa da saudade, a saudade que faz carinho e enche o peito. É a faixa que melhor sintetiza a sonoridade e a energia do álbum”, declara o músico.

“DARAMÔ”, nome escolhido para o projeto, faz referência à vontade de estar mais aberto para a troca. No último ano, o músico mergulhou em um processo criativo ao se conectar com novas sonoridades, cenários e culturas. Para a composição do novo projeto, encontrou inspiração nos sons da natureza em meio a belas paisagens tropicais e plantações de cacau, mais especificamente no litoral da Bahia, passando por destinos como Salvador, Caraíva e Itacaré.

Segundo Tiago, essa conexão com pessoas e lugares foi fundamental para encontrar a brasilidade na sonoridade do álbum.

“O afeto é um dos maiores tesouros do Brasil, e essa força me inspira muito. É o fio condutor da vida. O amor costura tudo”, explica.

Duda Rodrigues, companheira de Tiago, também foi uma peça-chave nesse processo de conexão. A escritora assina, ao lado do músico, seis das dez composições do álbum: “saudade boa”, “papinho”, “tudo que a fé pode tocar”, “daramô”, “que cansaço é não amar” e “dor de cabeça”.

“Meu processo criativo sempre foi bastante solitário, e sempre gostei disso. Com o confinamento durante a pandemia, no entanto, aprendi muito sobre a beleza do oposto. De como é bonito aprender a partilhar, a abrir espaço para diferentes formas de criar, de existir. Tudo se torna mais plural, mais rico. Eu e minha companheira, Duda, passamos muito tempo juntos nesse período, momento em que ela se descobriu compositora. Escrevemos muita coisa em parceria, e o álbum reflete bastante dessa troca”, conta Tiago.

A produção musical do álbum é assinada por Paul Ralphes, e a faixa “papinho” ganha também produção adicional da dupla Lux & Tróia. O projeto ainda conta com os músicos Matheus Asato, Isaias Elpes, Jeremy Gustin e Lux no time. 

“Posso dizer que esse álbum tem a escalação de músicos dos meus sonhos. São os músicos com que mais me conectei criativamente até hoje, e que se tornaram amigos muito queridos. Transformamos uma casa na Bahia em um estúdio e convivemos juntos por dez dias. Essa convivência nos permitiu sintonizar uns com os outros, e fez toda a diferença para encontrar o caminho sonoro do álbum”, diz Tiago. A produção e direção executiva é de Carlos Taran.

Tiago também fala sobre explorar novos instrumentos e sonoridades no álbum “DARAMÔ”: “Sempre toquei violão de corda de aço, e agora o álbum todo é no violão de nylon, que traz naturalmente uma percussividade diferente para a minha expressão. A música tem me permitido mergulhar cada vez mais na minha brasilidade, e tem sido bonito esse processo de descoberta. Este é o álbum mais brasileiro que já fiz”, declara o músico, que começou sua trajetória artística no início dos anos 2000 compondo e cantando em inglês. 

A participação especial fica por conta das Ganhadeiras de Itapuã, na faixa “que cansaço é não amar”. Formado por senhoras, crianças e músicos locais, o grupo nasceu da vontade coletiva de resgatar, valorizar e fortalecer a riqueza da identidade cultural do bairro de Itapuã, em Salvador, na Bahia, com base na lembrança das tradições e dos festejos que marcaram a história desta antiga vila de pescadores. 

“É uma honra ter conhecido de perto e poder trazer para o álbum este projeto lindíssimo das Ganhadeiras de Itapuã, que celebra a força ancestral dessas mulheres que ganhavam a vida como lavadeiras na Bahia, e que carrega ainda mulheres originárias desse movimento”, conta Tiago.

A faixa “ciumeira”, releitura em homenagem a Marília Mendonça lançada por Tiago em agosto, foi gravada na Bahia e também faz parte do álbum.

“Eu sempre gostei de explorar o meu lado intérprete. Essa possibilidade da minha voz ser uma plataforma de outros trabalhos e, ao mesmo tempo, de outros trabalhos serem plataformas para a minha expressão. Algumas músicas tocam diferente na minha alma. Quando isso acontece, é como se elas se tornassem parte de mim, e assim consigo expressar algo que já existe com a minha singularidade. Eu fiz um projeto no meu Instagram chamado ‘Canta, Tiago’ no início da pandemia, naquele momento em que todo mundo estava em casa. As pessoas pediam músicas de outros artistas pra eu cantar, e então pediram para eu cantar Marília. Escolhi cantar ’Ciumeira’ e me conectei muito com a canção. Meses depois, quando Marília partiu, senti um chamado muito forte. É uma honra poder fazer essa homenagem à Marília no disco”, finaliza.

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