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Saiba como você pode tornar a web mais acessível

O Google Chrome anunciou que fará descrições de imagens que não possuem rótulo de identificação, possibilitando que deficientes visuais ao usarem leitores de tela ouçam uma descrição da imagem que está sendo apresentada na tela do computador ou smartphone.

(Arte: Mercadizar)

Apesar desta iniciativa, inúmeros sites no Brasil e no mundo ainda não proporcionam acessibilidades para pessoas que são portadoras de alguma deficiência. De acordo com o manifesto do movimento “Web para Todos”, a acessibilidade digital “é uma série de recursos que possibilita a navegação, a compreensão e a interação de qualquer pessoa na web (independentemente de suas dificuldades), sem ajuda de ninguém”.

Pensando nisso, em novembro de 2014 a World Wide Web Consortium (W3C Brasil), grupo que desenvolve padrões para a web, com o apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br), lançou o primeiro fascículo (publicação editada em cadernos) da “Cartilha de Acessibilidade na Web”, que tem como objetivo explicar como funciona a web e orientar os cidadãos sobre a importância de se preocupar e investir nesta área.

Segundo o fascículo 3 da cartilha denominado, “Conhecendo o público-alvo da acessibilidade na Web”, a tecnologia assistiva são produtos, equipamentos ou serviços que promovem a funcionalidade de algo para pessoas com deficiência, sendo um dos principais meios de inclusão desses cidadãos na web. Além disso, você, comunicador, pode tomar algumas medidas em seu trabalho que também proporcionem essa acessibilidade como, por exemplo, incluir textos alternativos nas imagens do perfil do Instagram e Facebook. 

Deficientes visuais fazem a sua leitura na web por meio de leitores de tela, mas essa tecnologia não consegue ler imagens e gráficos. Desde de 2018, o Instagram lançou uma opção dentro da própria plataforma que possibilita que seus usuários adicionem textos alternativos nas imagens do seu perfil. Além disso, você pode aderir em posts do Facebook e do Twitter a hashtag #PraCegoVer, descrevendo cores, frases e elementos que estão presentes na publicação. 

Em casos de vídeo nos stories, também é possível escrever de forma resumida ou na íntegra o que está sendo dito. Visando incluir deficientes auditivos, faça um texto claro e objetivo e o inclua nas laterais dos stories. Uma outra alternativa é sempre incluir legendas em português nos vídeos do Youtube, Instagram e outras plataformas. 

Abaixo, conheça seis leitores de tela e veja como eles funcionam:

Jaws: leitor de tela pago para Windows

Virtual Vision: leitor de tela pago para Windows

NVDA: leitor de tela gratuito para Windows

Window-Eyes: software pago para Windows

Orca: leitor de tela gratuito para Linux

VoiceOver: leitor de tela para IOS que acompanha os dispositivos da Apple

O segundo fascículo da cartilha, “Benefícios, Legislação e Diretrizes de Acessibilidade na Web” pontua alguns benefícios que iniciativas de acessibilidade podem trazer para a sua empresa: 

Melhoria da imagem da empresa e fortalecimento da marca 

Empresas com responsabilidade social possuem uma boa imagem perante ao público. Quando um site se torna acessível, se estabelece um valor agregado a marca e possibilita que mais pessoas com deficiência tenham conhecimento sobre a sua empresa.

Fidelização de usuários e clientes 

As pessoas que têm dificuldades para acessar a web, devido algum tipo de deficiência, tornam-se clientes fiéis e visitantes frequentes dos sites que lhes oferecem facilidade de acessos. 

O que evitar:

Páginas na web com excesso de elementos: os usuários de leitores de telas, por exemplo, só podem começar a ler uma página quando o último elemento for carregado. Logo, as barreiras de acesso são prejudicadas pela desorganização e repetição de itens numa mesma página.

Texto alinhados à esquerda e à direita: Isso cria espaços irregulares entre as palavras, podendo dificultar a leitura para muitas pessoas. Os espaços irregulares criam falsas pausas na leitura, o que é um problema para pessoas com dificuldade de compreensão.

Texto e links pequenos: Todos os textos de uma página devem ter um tamanho suficiente para permitir a boa leitura pela maioria das pessoas. Além disso, deve ser possível aumentar o tamanho de todos os textos utilizando os recursos do navegador. Pessoas com deficiência física enfrentam dificuldades em comandos com pouco espaço para seleção. 

Cuidado no uso das cores: Evite usar somente cores para transmitir uma mensagem aos usuários. Por exemplo, ao indicar que algo está certo ou errado em um formulário, além do verde e do vermelho, inclua símbolos e rótulos que indiquem esta informação, viabilizando uma melhor leitura para pessoas daltônicas. 

Para Tim Berners-Lee, fundador da World Wide Web, o poder da web está em sua universalidade. Além disso, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, 45 milhões de pessoas declaram ter alguma deficiência no país, representando 23,9% da população. Dessa forma, é necessário entender que a acessibilidade na web é uma questão de boa prática e você precisa fazer parte dos profissionais que conhecem e querem proporcionar a acessibilidade.

*Informações da “Cartilha de Acessibilidade na Web”.

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