Isabella Botelho; 27/03/2019 às 18:00

#Especial8M: Violência contra a mulher

Conheça 5 campanhas que buscam a conscientização sobre a violência contra a mulher

A violência contra a mulher é um grave problema no Brasil e no mundo. Estruturante da desigualdade de gênero, é uma das principais formas de violação aos seus direitos humanos, atingindo a mulher em seus direitos à vida, saúde e à integridade física, além de impactar também no desenvolvimento social e econômico de um país.

Ano após ano, inúmeras pesquisas comprovam que a violência contra as mulheres persiste e os números, que aumentam cada vez mais, são alarmantes. Confira:

Uma das imagens mais associadas à violência doméstica e familiar é a de um homem que agride sua parceira motivado por um sentimento de posse sobre a vida e as escolhas daquela mulher.

Um dos meios mais importantes para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres é a Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006. Esta lei, além de definir e tipificar as formas de violência contra as mulheres, também prevê a criação de serviços especializados de apoio às vítimas.

Muitas vezes, as mortes violentas são causadas somente por razões de gênero, uma consequência da desigualdade de poder que subordina mulheres aos homens. Esse tipo de crime é chamado de feminicídio e é considerado um crime de ódio.

“Trata-se de um crime de ódio. O conceito surgiu na década de 1970 com o fim de reconhecer e dar visibilidade à discriminação, opressão, desigualdade e violência sistemática contra as mulheres, que, em sua forma mais aguda, culmina na morte. Essa forma de assassinato não constitui um evento isolado e nem repentino ou inesperado; ao contrário, faz parte de um processo contínuo de violências, cujas raízes misóginas caracterizam o uso de violência extrema. Inclui uma vasta gama de abusos, desde verbais, físicos e sexuais, como o estupro, e diversas formas de mutilação e de barbárie.” Eleonora Menicucci, socióloga brasileira e ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres

A violência contra a mulher não acontece apenas no âmbito doméstico. Elas estão sujeitas a situações de risco em diferentes espaços. Todos os dias, novos casos de violência contra a mulher chocam o país e o mundo. No ônibus, no metrô, nas ruas, no táxi ou no Uber. Por isso, o Mercadizar elegeu 5 campanhas que buscam conscientizar a sociedade sobre a violência contra a mulher.

Vamos juntas de 99? – 99

Sexismo invisível – Estadão

#MachismoNãoÉBrincadeira, José – Revista AZ Mina

#MachismoNãoÉBrincadeira, José!

Nesta semana, a coragem da figurinista Su Tonani em denunciar meses de assédio do ator global José Mayer inspirou a todas nós. E uma das perguntas que ela deixou coçando atrás de nossas orelhas no #AgoraÉqueSãoElas é: como podemos praticar violências com a desculpa da "brincadeira"? Nada do que aconteceu com a Su foi brincadeira. Aquilo foi violência e intimidação. Mas nós queremos aproveitar esta crise como uma oportunidade de crescimento, nós queremos questionar todos os Zé Mayer que, no dia a dia, praticam o machismo com a desculpa do humor. Piada só existe se a gente ri junto. Piada só existe quando não há desequilíbrio de forças entre quem ri e quem é alvo. E, principalmente, machismo não tem graça.E agora, Josés? Vamos explicar para todos vocês – anônimos e famosos – que o que chamam de piada, para a lei é crime de assédio sexual? Vamos promover conversas, criar personagens, desenvolver projetos, que façam homens entenderem de uma vez por todas que na outra ponta do fio que amarra uma piada machista está o olho roxo de mais uma mulher?A publicitária Paula Essig Oliveira ajudou a Revista AzMina a questionar isso e gritar nosso basta com esta linda campanha.Compartilhe, comente, discuta nos seus círculos! Faça escândalo nos grupos de Whatsapp. #MachismoNãoÉBrincadeira .#RevistaAzMina #JoséMayer #AgoraÉqueSãoElas #Feminismo #Assédio #MexeuComUmaMexeuComTodas #ChegaDeAssédioLeia mais sobre a campanha em: http://azmina.com.br/2017/04/machismonaoebrincadeira-joses/

Posted by Revista AzMina on Thursday, April 6, 2017

ONU Mulheres

Violência de gênero – Associação de Mulheres Contra a Violência

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