Hilana Rodrigues; 01/09/2021 às 13:30

Doença da urina preta: entenda o que é e quais os sintomas

Até o momento, 44 casos de contaminação foram registrados no Amazonas

O Amazonas vem registrando uma série de internações relacionadas à “doença da urina preta”, (rabdomiólise), após consumo de peixe contaminado. 

Desde o dia 21 de agosto, 44 casos foram registrados e estão sob investigação pela Fundação de Vigilância em Saúde Rosemary Costa Pinto (FVS-RS). De acordo com o órgão, uma pessoa morreu em decorrência da doença.

Até esta quarta-feira, os municípios que registram casos confirmados são: Itacoatiara, com 34 casos e um óbito, Silves, com quatro casos e 24 suspeitos, Manaus e Parintins, com dois casos cada, Caapiranga e Autazes, com um caso em cada. Dez pacientes seguem internados, todos em Itacoatiara.

No município de Silves, devido ao número de casos suspeitos, a prefeitura proibiu a comercialização de alguns peixes na cidade, entre os peixes estão o tambaqui, pirapitinga, arabaiana e pacu.

Os sintomas e infecção

Conhecida desde 1920, a infecção está associada a uma toxina encontrada em peixes e crustáceos, que provoca lesões nos músculos e pode até danificar seriamente os rins.

A doença levou esse nome por populares em decorrência de um dos sintomas em pessoas contaminadas ser a presença da urina na cor de café, pois o rim tenta limpar a impureza causada do corpo, o que acaba causando uma lesão na musculatura.

Sintomas como extrema rigidez muscular de forma repentina, dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência e perda de força em todo o corpo fazem parte do quadro de infecção, além de muitas dores musculares, lembrando a dengue, porém sem febre.

Até o momento, não há comprovações se alguma espécie de peixe realmente causou a doença na região. Entretanto, uma equipe técnica da Fundação de Vigilância em Saúde foi enviada ao local em busca de respostas.

Como as contaminações possivelmente se deram após a ingestão de peixe, há a possibilidade que a rabdomiólise venha em decorrência do garimpo, que arrasta metais pesados para os rios, porém os casos seguem em investigação.

Diminuir o consumo de peixe?

Segundo infectologista, até o momento não há recomendação para que moradores suspendam o consumo de peixes. A Secretaria de Saúde da cidade deve se pronunciar com mais orientações conforme o andamento das pesquisas realizadas pelas equipes técnicas da FVS-AM.

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