Ariel Bentes; 26/12/2019 às 15:19

Conheça o manual Terrorismo e a mídia da Unesco

O manual foi lançado em 2018 e escrito pelo jornalista Jean-Paul Marthoz

Ontem, 25 de dezembro, um suposto grupo de integralistas assumiu a autoria do ataque feito a sede da produtora do canal Porta dos Fundos, no qual dois coquetéis Molotov foram jogados no prédio. O mesmo grupo também seria o autor do ataque feito contra a UniRio, onde bandeiras antifascistas foram roubadas e queimadas em dezembro de 2018. 

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Na madrugada do dia 24 de dezembro, véspera de Natal, a sede do Porta dos Fundos foi vítima de um atentado. Foram atirados coquetéis molotov contra nosso edifício. Um dos seguranças conseguiu controlar o princípio de incêndio e não houve feridos apesar da ação ter colocado em risco várias vidas inocentes na empresa e na rua. O Porta dos Fundos condena qualquer ato de violência e, por isso, já disponibilizou as imagens das câmeras de segurança para as autoridades e espera que os responsáveis pelos ataques sejam encontrados e punidos. Contudo, nossa prioridade, neste momento, é a segurança de toda a equipe que trabalha conosco. Assim que tivermos mais detalhes, voltaremos a nos manifestar. Mas, por enquanto, adiantamos que seguiremos em frente, mais unidos, mais fortes, mais inspirados e confiantes que o país sobreviverá a essa tormenta de ódio e o amor prevalecerá junto com a liberdade de expressão.

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Ataques como esses são considerados incomuns no Brasil e não fazem parte da realidade das redações da imprensa nacional. Pensando nisso, veja abaixo o manual Terrorismo e a mídia: um manual para jornalistas, elaborada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com o objetivo de evitar que o jornalismo contribua na propagação do medo generalizado. 

Escrito pela jornalista belga Jean-Paul Marthoz, o manual possui 119 páginas e é dividido em sete capítulos, sendo eles: Questões básicas na cobertura do terrorismo, A mídia nas linhas de frente, Regras básicas, Cobertura de um ataque, Interação com grupos terroristas, Segurança dos jornalistas e Quando a calma retorna: fazer um balanço. Além disso, o manual possui o Foco: Destruição do patrimônio, Foco: Tráfico ilícito de bens culturais e Fontes úteis. 

“O objetivo da publicação era acompanhar os jornalistas em sua reflexão sobre os desafios inerentes à cobertura do terrorismo, como transmitir os fatos sem elevar o nível de medo e evitar o sensacionalismo. Então, não houve resistência, mas muita discussão produtiva sobre o assunto. O manual compartilha a rica experiência de jornalistas e meios de comunicação de todo o mundo”, disse Mirta Lourenço, chefe do Departamento de Mídia e Sociedade da Unesco em entrevista ao Portal Imprensa.

Para ter acesso ao Terrorismo e a mídia: um manual para jornalistas, faça o seu download aqui.

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