Por Ariel Bentes; 11/11/2019 às 16:30

Centro Popular do Audiovisual celebra Narciso Lobo em evento na próxima quarta-feira

O evento irá ocorrer na sede do Coletivo Difusão, no Centro de Manaus

Poesia, militância, pesquisa, educação. Essas são algumas das atividades pelas quais o pesquisador Narciso Lobo se dedicou ao longo de sua vida. Falecido em 2009, sua memória será celebrada este mês pelo Centro Popular do Audiovisual (CPA) no evento “Diálogos Audiovisuais – O legado de Narciso”, que irá ocorrer na próxima quarta-feira, dia 13, às 19h, na sede do Coletivo Difusão, localizada na Av. Joaquim Nabuco, Centro de Manaus. 

O evento é gratuito e tem o objetivo de discutir a trajetória e as influências de Narciso Lobo no cinema e na comunicação amazonense. O debate contará com a participação de Caio Pimenta, editor-chefe do Cine Set, Selda Vale, pesquisadora do Núcleo de Antropologia da Universidade Federal do Amazonas e Ivânia Vieira, professora doutora da Ufam, com a mediação de Allan Gomes, um dos coordenadores do CPA.

Narciso Lobo foi professor do Departamento de Comunicação da Ufam por quase 30 anos, onde se envolveu com projetos de extensão, grupos de pesquisa e ajudou na formação de gerações de jornalistas e comunicadores. Sua trajetória, no entanto, tem passagens menos conhecidas, como o período em que colaborou com o movimento indígena através da aproximação com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) produzindo o jornal Porantim, ou ainda a veia de poeta, tendo publicado o livro “Ama zonas”. 

“Nós, do Centro Popular do Audiovisual, temos uma relação especial com a figura do professor Narciso Lobo porque desde o começo da nossa trajetória, ainda em 2006, nós já tínhamos contato com ele e sua obra. De certa forma é uma das nossas maiores influências, principalmente no que diz respeito a pensar no cinema para além da produção de filmes”, comenta Allan.

Michelle Andrews, também coordenadora do CPA, comenta o papel da instituição: “Nós temos como objetivo estimular toda a cadeia do audiovisual, e pensando também a comunicação popular. Estamos em constante diálogo por meio da formação, produção, pesquisa, exibição e circulação de obras e profissionais. O ‘Diálogos Audiovisuais’ sempre pensou o contato entre pesquisadores, profissionais e o público da cidade interessado no tema”.

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