A 10ª edição do Espaço Mediações será aberta nesta sexta-feira (8), às 18h, no Centro de Artes Visuais Galeria do Largo, no Centro de Manaus. Com entrada gratuita, a mostra reúne três propostas expositivas que dialogam com temas como corpo, identidade, espiritualidade e estruturas sociais, a partir de diferentes linguagens artísticas contemporâneas.

Imagem : Arquivo/ Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Com curadoria de Cristovão Coutinho, a edição apresenta trabalhos de Daniel Esteves, do Coletivo Caramelos Trabalhando e da artista Lua Crescente. A iniciativa integra a política cultural do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e busca fomentar a produção local e ampliar o acesso do público às artes visuais.
Consolidado como um espaço de incentivo a artistas, o projeto propõe uma relação direta entre criação, curadoria e público, estimulando reflexões que vão além da contemplação estética.
Entre os destaques está a exposição “Retratações”, de Daniel Esteves, que investiga o corpo trans em movimento. A partir de pinturas e vídeos, o artista aborda questões de gênero, afetos e resistência, transformando a obra em uma afirmação de existência.
Já a instalação “Selvagem”, do Coletivo Caramelos Trabalhando — formado por Andrew Ponto e Manuo — propõe uma leitura crítica sobre a domesticação humana e suas relações com o controle social. A obra articula conceitos como animalidade, capitalismo e poder, questionando comportamentos naturalizados na sociedade.
A artista Lua Crescente apresenta “Liturgia”, uma instalação que ressignifica elementos religiosos a partir de uma perspectiva sensível e simbólica. A obra parte de experiências pessoais e da vivência enquanto mulher trans para transformar o sagrado em linguagem de cura, potência e reconstrução identitária.
Arte contemporânea e processos de criação
Segundo o curador Cristovão Coutinho, as três exposições evidenciam diferentes caminhos do fazer artístico contemporâneo, destacando a arte como ferramenta de expressão e permanência em um cenário de constantes transformações.
As obras ficam em cartaz até o dia 2 de agosto de 2026, com visitação de quarta a domingo, das 15h às 20h.