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Quadrinhistas nortistas compõem equipe criativa da HQ ‘Death Hunt’, obra inédita de Stan Lee

A Amazônia se tornou cenário do enredo de “Death Hunt”, uma obra inédita criada pelo escritor, ator e diretor Stan Lee. Para dar vida à história, quadrinistas e artistas do Norte do Brasil foram os escolhidos para compor a equipe criativa responsável pelo desenvolvimento e produção da obra. O primeiro volume de “Death Hunt” está disponível de forma digital na plataforma de quadrinhos on-line Social Comics, e o segundo volume será lançado dia 31 de janeiro.

Conheça os artistas

A equipe de “Death Hunt” conta com os amazonenses Ademar Vieira, Sâmela Hidalgo e Jamille Anahata, além dos paraenses Keoma Calandrini e Tai Silva. O segundo volume da obra terá ainda a participação da amazonense Raquel Teixeira.

Ademar Vieira, artista manauara, assina o roteiro da obra. Jornalista, quadrinista e ilustrador, é conhecido por trabalhos de sua autoria, como “Ajuricaba”, “Sam & Oscar”, “Sete Cores da Amazônia” e “A Maldição do Governador”, entre outros. Ademar é ainda um dos membros fundadores do estúdio Black Eye.

Sâmela Hidalgo é a editora da HQ “Death Hunt”. Amazônida e manauara, Sâmela é uma das idealizadoras do projeto Norte em Quadrinhos, que tem o objetivo de divulgar quadrinistas do Norte. A artista trabalha como editora de quadrinhos, curadora de títulos da Social Comics e apresentadora do talk show “Ainda Bem Que Não é Ao Vivo”, além de ser colunista da Mina de HQ.

Parte importante para a construção da narrativa de “Death Hunt”, a leitura sensível da obra ficou sob responsabilidade de Jamille Anahata. Jamille é manauara, ativista indígena, poeta e pesquisadora de relações étnico-raciais. A escritora também produziu o texto de abertura da HQ.

Keoma Calandrini integrou a equipe como artista convidado. Artista visual paraense, quadrinista e ilustrador, Calandrini participou da produção das HQs paraenses “Açaí Pesado” e trabalha no Studio Space Bit e no Estudio Mind Traveller.

Mais uma paraense que compõe a equipe de criativos é Tai Silva, colorista da HQ. A indígena amazônida atua como artista visual, quadrinista, ilustradora e professora universitária. Assim como Calandrini, Tai também participou das HQs “Açaí Pesado”. Além disso, tem participação na coletânea “Mulheres & Quadrinhos”, da Editora Skript, e em “Colapso”, da editora Peba Publicações. Tai Silva faz parte do Coletivo de Quadrinistas Indígenas e do Coletivo Iukytáias.

Em entrevista ao Mercadizar, Tai fala sobre a importância da participação de artistas nortistas em “Death Hunt”. 

“Eu acredito que a importância de termos pessoas amazônidas e indígenas dentro de publicações e qualquer mídia que fale sobre esses povos é vital para termos pessoas que falam de suas vivências, sentimentos e daquilo que está permeando sua existência. Isso é uma potência narrativa e social muito importante. Esse núcleo de pessoas viveu, e até hoje vive, um silenciamento. Somos constantemente retratados em grandes mídias, mas sem a participação e, principalmente, sem o protagonismo dos nossos. Então essa cultura precisa ser normalizada: se estamos falando sobre pessoas amazônidas e sobre a Amazônia, precisamos de pessoas amazônidas protagonizando esses espaços”, afirma a artista.

Outra representante do Norte é a manauara Raquel Teixeira, responsável pela capa do segundo volume de “Death Hunt”. Raquel é formada em Design e atua como ilustradora, colorista e cenarista em diversas produções editoriais, de quadrinhos e de animação.

“Eu achei muito legal desenvolver a capa do segundo volume de ‘Death Hunt’, porque o roteiro aborda questões ambientais muito importantes e presentes nos dias atuais. Gostei bastante porque pude ler o roteiro antes de ser publicado e desenvolver a minha visão como artista sobre essa temática. Me senti muito honrada de fazer a capa de um quadrinho do Stan Lee”, destaca Raquel.

Complementando a equipe, estão os artistas, de fora do Norte, Rick Troula (arte), Greg Tocchini (capista do primeiro volume) e JP Sette (supervisão de roteiro).

Sinopse e lançamentos

A obra de Stan Lee, até então inacabada, tem enredo que se passa no Brasil, mais especificamente na Amazônia. Após o desaparecimento de seu irmão Brent na Amazônia em circunstâncias misteriosas, Cord, um detetive da polícia de Nova York, se desloca para Manaus, onde conhece Niara, ativista ambiental amiga de seu irmão. Ela mostra que o desaparecimento de Brent está ligado não apenas a uma organização criminosa que explora garimpos ilegais em terras indígenas, mas também a mistérios que desafiam as leis da natureza.

Ao todo serão lançados seis volumes da obra. O primeiro volume da HQ já está disponível na plataforma on-line Social Comics. Seu lançamento oficial foi durante a CCXP de 2022.

Outro lançamento, também do primeiro volume, ocorreu durante a Semana do Quadrinho Nacional de Manaus 2023, e contou com a participação de Raquel Teixeira, Sâmela Hidalgo e Tai Silva.

O segundo volume da obra será lançado na próxima terça-feira, 31, e também estará disponível na Social Comics.

A continuação de um legado

Falecido em 2018, Stan Lee, ícone das histórias de quadrinho e das aventuras dos super-heróis, deixou sua marca e seu legado no mundo do entretenimento mundial como uma das maiores mentes criativas da indústria.

O astro foi o criador do argumento de “Death Hunt”. Já o desenvolvimento e lançamento da obra são frutos de uma parceria entre a produtora americana POW! Entertainment e a brasileira Eleven Dragons.

 

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