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Patrícia Bastos: Cantora amapaense lança disco que celebra a cultura amazônica, com participações de Caetano Veloso, Ná Ozzetti e outros

A cantora amapaense Patrícia Bastos lançará em 27 de outubro nas plataformas digitais, “Voz da Taba”, seu oitavo disco e terceiro com a direção musical e arranjos de Dante Ozzetti, que celebra a cultura amazônica. A artista também se prepara para turnê de shows pelo país, que inicia no palco da Caixa Cultural São Paulo, nos dias 2, 3, 4 e 5 de novembro.

Para Dante Ozzetti, “o show e o disco trazem o diálogo mais aprofundado com os povos originários do Amapá e os descendentes da diáspora africana instalados na região. A música do Caribe e também a influência da Guiana Francesa, tornam esse disco mais dançante. São ritmos como a soca, o cacico, o zouk, além de elementos do marabaixo e do batuque.”

A maioria das músicas foi composta para o álbum, e muitas delas partiram do laboratório feito em longa viagem à Guiana Francesa e Suriname, por Dante, pelos compositores Enrico Di Micelli e Joãozinho Gomes, acompanhados por Patrícia Bastos.

“Voz da Taba” completa a trilogia formada por “Zulusa” (2013) e “Batom Bacaba” (2016), ambos produzidos por Dante Ozzetti. Esses álbuns são formados por repertório, em sua maioria de compositores do Norte, que trabalham a linguagem dos ritmos amazônicos, especialmente do Amapá, como o batuque do Curiaú e o marabaixo. As letras contam o dia a dia das comunidades ribeirinhas, dos quilombos, a sua história e evolução, tratando também da influência dos povos originários. Retrata a trajetória vivida por Patrícia Bastos, na sua formação pessoal e de artista.

“Quando se fala em música da Amazônia, música da floresta, as pessoas já esperam algo alegre, festivo. O que esse disco e o show trazem é isso, uma grande celebração. É colocar a flor no cabelo e fazer a saia rodar”, explica Patrícia Bastos. “A música desse disco é a que vem de barco pelo rio, é a música afro-indígena, é a cultura que nos foi trazida pelo povo africano, o batuque, o marabaixo, além da música da fronteira com a Guiana Francesa, como o zouk e o cacico”, conclui a cantora sobre esse trabalho mais dançante.

O orgulho de ser amapaense está nos versos da canção “Jeito Tucuju”, obra do poeta Joãozinho Gomes musicada por Val Milhomem, que resume bem esse sentimento e aqui, ganha uma versão muito especial, com a participação de Caetano Veloso.

Imagem: Divulgação

E o álbum continua com mais convidados, como Ná Ozzetti, Fabiana Cozza, Alzira E., Cristóvão Bastos, Tarita de Souza, Ronaldo Silva, Ana Maria Carvalho, além dos cantores da Orquestra Mundana Refugi, Mabiala Nkombo (Leonardo Matumona), Hidras Tuala Tsueso, Francellys Castellar e Ola Taisr Alsaghir.

Além de “Jeito Tucuju”, formam o repertório, “Mão de Couro” (Val Milhomen e Joãozinho Gomes), “Cobra Sofia” (Dante Ozzetti e Joãozinho Gomes), “São Benedito Bendito” (Zé Miguel e Joaozinho Gomes), “Afroíndias” (Enrico di Miceli e Joaozinho Gomes), “Planeta Arrepiado” (Dante Ozzetti e Joãozinho Gomes), “Espartano” (Paulinho Bastos), “Maninha do Céu” (Paulinho Bastos), “Pras Minhas Paixões” (Val Milhomen), “Bailarina da Água Doce” (Ronaldo Silva), “Voz da Taba” (Enrico di Micelli e Salgado Maranhão) e “Yárica” (Cristóvão Bastos e Joãozinho Gomes).

Sobre Patrícia Bastos

Desde o início da sua carreira, a macapaense Patrícia rompe os limites do seu estado, ou do seu país, para fazer o mundo ouvir a voz das florestas, dos quilombos, do batuque e do marabaixo, ritmos do Amapá. A artista herdou da mãe, Oneide Bastos, a paixão pela música. Conheceu o músico, compositor e arranjador Dante Ozzetti, que passou a produzir seus trabalhos, sempre valorizando a música amapaense, dando brilho e destaque aos ritmos de lá e criando pontes entre os artistas e compositores amapaenses e os paulistas. Em 2010, Patrícia lançou “Eu sou Caboca”.

Com a produção musical de Dante Ozzetti, lançou “Zulusa” (2013), “Batom Bacaba” (2016) e em 2021, “Timbres e Temperos”, com a companhia de Enrico di Miceli e Joãozinho Gomes, dois grandes artistas e compositores do Amapá. Em 2022, Patrícia lançou três singles: “Yárica” (Cristóvão Bastos e Joãozinho Gomes), “Tudo vem da Água”, com o cantor e compositor paraense Felipe Cordeiro e “Kwa Yane Redawa – Esse é o nosso lugar”, manifesto poético de filhos da Amazônia, a mãe do Brasil, de Silvan Galvão, Nilson Chaves e Joãozinho Gomes. 

Ao longo de sua carreira, Patrícia recebeu o Prêmio Rumos Itaú Cultural (2010), prêmio Pixinguinha FUNARTE (2009), 25° Prêmio da Música Brasileira (2014) nas categorias “Melhor Cantora Regional” e “Melhor Álbum Regional” por seu CD “Zulusa”, além de ter sido indicada na categoria Revelação. Foi indicada ao 18° Grammy latino. Cada vez mais atuante na cena musical, registra parcerias com Dante Ozzetti, Ná Ozzetti, Arismar do Espírito Santo, Marcelo Preto, entre muitos outros.

 

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