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#MercadizarIndica: do romance de época à representatividade em ‘Bridgerton’

Romance de época, representatividade e uma pitada de fofoca. A mais nova adaptação literária da Netflix, a série Bridgerton reúne os ingredientes perfeitos do sucesso. Lançada em meio ao Natal de 2020, criada por Chris Van Dusen e produzida pela Shondaland, a trama acompanha a alta sociedade londrina do século XIX e seu competitivo mercado de casamentos, tudo isso comentado por uma misteriosa e afiada Lady Whistledown (voz de Julie Andrews).

A produção gira em torno de Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), filha mais velha de uma prestigiada e tradicional família, que faz seu debut na sociedade em busca de um marido, mas, apesar de toda sua graça e beleza, tem problemas em atrair pretendentes por conta da proteção do irmão mais velho, Anthony (Jonathan Bailey). Ao mesmo tempo, o misterioso duque de Hastings, Simon (Regé-Jean Page), que não quer saber de compromisso e detesta as tradições casamenteiras, chega à cidade. É claro que as vidas dos dois se entrelaçam, formando o relacionamento central da série. 

Aí você me pergunta “Mas, Isabella, esse é só mais daquele mesmo romance água com açúcar que temos aos montes” e eu te dou razão. Afinal, o que esperar de uma combinação entre o clássico Orgulho e Preconceito e a moderna Gossip Girl? Para a nossa grata surpresa, Bridgerton nos entrega muito mais do que uma história de amor entre os dois protagonistas. Na verdade, são três os principais fatores que fazem da série um estrondoso sucesso. O primeiro deles fica a cargo dos personagens cativantes. Mesmo que a história seja focada em Daphne, cada um dos irmãos Bridgerton tem o seu espaço. Eloise (Claudia Jessie), por exemplo, é a próxima na fila a procurar um pretendente, mas detesta a ideia de casar-se apenas pela pressão da sociedade e sonha em cursar uma faculdade. Já o primogênito Anthony, luta com o peso e as consequências das responsabilidades familiares herdadas após a morte do pai e a vontade de viver um romance com a mulher que realmente ama, mas que não é considerada “adequada” perante a sociedade e aos olhos de sua família. 

O segundo argumento fica pela diversidade do elenco e a proposta da série de colocar personalidades negras na alta corte inglesa quando outras produções do gênero só dão voz a personagens brancos. Seja na figura da sábia Lady Danbury (Adjoa Andoh) ou até mesmo na rainha Charlotte (Golda Rosheuvel), a representatividade está presente e é um aspecto que representa o toque moderno de Bridgerton. Modernidade esta presente até em certas escolhas de figurino e na trilha sonora, com covers instrumentais de Ariana Grande, Taylor Swift, Billie Eilish dentre outros. Uma dica da resenhista: fique com os ouvidos bem atentos!

Por fim, a terceira qualidade é não ter medo de falar sobre sexo. Não que todo romance necessariamente precise de sexo, mas é importante falar sobre ele. Alguns dos momentos mais importantes de Bridgerton são aqueles que apontam e criticam a disparidade do assunto entre homens e mulheres. Enquanto eles são livres para explorar sua sexualidade, as mulheres ficam sem saber sobre o assunto até o dia de seu casamento. Mesmo que seja uma característica da época, as mulheres ainda lutam pela sua liberdade sexual nos dias atuais.

Bridgerton traz uma perspectiva mais inovadora do que outras histórias de romance aristocratas. A estética conquista pelas roupas e cabelos, inclusive trazendo uma rainha com black power. Além disso, a fotografia encanta com os cenários da antiga Inglaterra que, mesmo tendo passado por claras correções de cores, são um colírio aos nossos olhos.

Disponível na Netflix, a série é a produção original mais vista da plataforma e já tem sua 2ª temporada confirmada.

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