Por Ariel Bentes e Isabella Botelho; 05/11/2019 às 16:30

#MercadizarIndica: AmarElo, Irmandade e Mera Coincidência

O #MercadizarIndica dessa semana tem música, série e filme

AmarElo

O tão aguardado “AmarElo”, mais novo disco do rapper Emicida, enfim chegou às plataformas digitais. Terceiro de uma trilogia que consolida uma das investidas artísticas mais consistentes dos últimos anos no Brasil, o disco contraria todas as expectativas.

Muito ao contrário de trabalhos anteriores do rapper, “AmarElo” é um disco solar, em que Emicida se coloca cada vez mais próximo da música brasileira, com participações tão coloridas quanto, como Pabllo Vittar, Zeca Pagodinho, Fernanda Montenegro, MC Tha. Para quem já estava acostumado com um Emicida mais combativo e contestador, o novo disco traz um lado seu que ainda não conhecíamos: propositivo, que celebra a união, a autoestima e que, sobretudo, convida ao diálogo. Ele oferece um abraço, um ombro amigo, flores, palavras de conforto.

Irmandade

A nova série original Netflix, Irmandade, fala sobre dois grandes temas debatidos hoje no Brasil, o sistema prisional e facções criminosas. Ambientada nos anos 90, Irmandade conta a história da advogada Cristina, interpretada por Naruna Costa, que após 20 anos do desaparecimento do seu irmão Edson, interpretado pelo cantor Seu Jorge, descobre que ele está preso e é líder de uma facção criminosa dentro do presídio, denominada Irmandade. Assim, Cristina tem as suas noções de justiça e ética questionadas, quando ela é obrigada a colaborar com a polícia e ir contra ao seu irmão.  

Dirigida por Pedro Morelli, a série possui oito episódios e além de Naruna e Seu Jorge, Lee Taylor, Pedro Wagner Danilo Grangheia e Hermila Guedes também fazem parte do elenco.

Mera Coincidência (1997)

O envolvimento do presidente Michael Belson em um escândalo sexual durante sua reeleição nos Estados Unidos foi a crise perfeita para provar o potencial da assessoria de comunicação. Para recuperar os votos e limpar sua imagem durante a campanha, os assessores do presidente criam um plano para desviar a atenção dos eleitores. Para isso, eles contratam um produtor de filmes hollywoodiano para filmar imagens forjadas da Guerra na Albânia, fazendo com que Michael Belson pudesse “acabar com o conflito” e retomar sua popularidade com os eleitores.

O filme coloca a tona questões importantes sobre a mídia e a ação dos assessores durante uma crise. A forma com que se é manipulada a situação nos deixa um questionamento após assistir Mera Coincidência: quando se trata de informação, o que é mais importante, um fato ou uma ficção? 

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