EntretenimentoMúsica

Instituto Alok e artistas indígenas lançam a Coleção Som Nativo, projeto em destaque para a preservação da língua originária e sua riqueza cultural

Foto: Pacto Global da ONU no Brasil / Divulgação

A Coleção Som Nativo, composta por sete álbuns inéditos de diferentes etnias, é contribuição do Instituto Alok à Década Internacional das Línguas Indígenas (2020-2030) em cooperação com a Unesco visto que, devido à ameaça de extinção dessas línguas, a música é uma ferramenta que incentiva a preservação e transpassa o seu significado para diferentes gerações. O projeto foi apresentado por Alok e pelo músico Mapu Huni Kuin, em uma visita à Unesco, em Paris. 

“A Coleção Som Nativo é uma expressão importante da força das culturas indígenas e da potência da música como instrumento de preservação linguística, memória ancestral e diálogo com o mundo. A Unesco se orgulha de caminhar ao lado do Instituto Alok nessa iniciativa, que contribui de forma concreta para a Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032), ao mesmo tempo em que reforça o nosso compromisso com a diversidade cultural, com os direitos dos povos originários e com a construção de um futuro mais justo, igualitário e sustentável para todos”, pontua Marlova Jovchelovitch Noleto Diretora e Representante da Unesco.

Os álbuns foram lançados no Dia Internacional dos Povos Indígenas (9) e estão disponíveis em todas as plataformas digitais. Em um trabalho conjunto, o instituto do artista brasileiro e a Unesco dividem o propósito de explorar as possibilidades para construir um acervo diversificado e representativo, com sonoridades vindas dos povos originários de diversos continentes. 

“Minha intenção era que a gravação fosse a mais fiel possível à experiência original, desde os cantos que ecoam até o som dos pés marcando o ritmo no chão. O resultado é um registro que, ao fechar os olhos, faz você se sentir dentro da aldeia”, afirma Jones, produtor musical.

Confira os novos álbuns da Coleção Som Nativo e outros detalhes, clicando AQUI

Foto: Divulgação

As gravações mantêm os arranjos autorais, ou seja, não sofrem alterações criativas de Alok, incentivando a originalidade musical e a preservação das culturas originárias.

“Não participo como produtor musical nesses álbuns, são para o público desfrutar das tonalidades originais desses artistas incríveis. Meu desejo é que possamos gravar novos álbuns no futuro. Há uma fabulosa riqueza musical entre as centenas de etnias indígenas que habitam o Brasil”, diz Alok.

A maioria das faixas foi gravada em idioma nativo. As letras entoadas pelos Guaranis Kaiowás (MS), Kariri Xocós (AL), Huni Kuins (AC), Yawanawas (AC), Guaranis Mbyás (SP), Kaingangs e Guaranis Nhandewas (PR) constroem um mapa sonoro e geográfico brasileiro que alerta o mundo sobre a conexão com a natureza, o cotidiano nas aldeias e séculos de resiliência cultural.

 “Na nossa cultura, os mais sábios ensinam as novas gerações. Os cânticos sagrados que tocam a alma das pessoas, falam da importância do respeito à natureza e ao meio ambiente”, diz Everton Lourenço da etnia Guarani Nhandewa.

“Recebemos do criador o dom de cantar alto, assim como as onças e os pássaros. Nós povos amazônicos não temos escrita, então as músicas gravadas nesse álbum vem assegurar a continuidade de nossos conhecimentos e valorizar nossas tradições”, fala do líder indígena Tashka Yawanawa.

Foto: Divulgação

No site do Instituto Alok, também estão disponíveis as letras com tradução em português, inglês e espanhol, permitindo que as mensagens milenares possam ser compreendidas e sentidas por pessoas de todo o mundo. Além disso, o lançamento insere novos artistas indígenas na indústria fonográfica e potencializa as suas artes, transmitidas pela força da ancestralidade e conectadas pelas transformações do contemporâneo.

“Desde 1500, com a chegada dos portugueses, há um preconceito enorme contra a gente, com os povos indígenas. Falam que o indígena quando usa o rap, perdeu a sua cultura. E, quando a gente mostra a nossa cultura, falam que o indígena é selvagem. Mas a gente vai continuar seguindo, mostrando nossa cultura, nossa arte e nossa tecnologia, que também é cultura”, OWERÁ, da etnia Guarani Mbyá.

Mais recentes

Mundo

Lutadora amazonense é indicada ao prêmio de melhores do ano do desporto universitário

Atleta de wrestling com títulos sul-americanos, mundial universitário e brasileiros concorre na premiação nacional de 2025.
Música

Boi Caprichoso lança primeiras toadas do álbum 2026 com tema ‘Brinquedo Que Canta Seu Chão’

EP com sete faixas foi divulgado em transmissão no Youtube no último domingo (1º); outras faixas serão lançadas ao decorrer da temporada
EntretenimentoFilmes, séries e TV

CineSesc Tocantins exibe filmes gratuitos em homenagem aos 60 anos de carreira de Zezé Motta

Retrospectiva Brasil apresenta clássicos e produções contemporâneas do cinema nacional em sessões abertas ao público
Eventos

Festival da Cunhã terá segunda edição em maio de 2026 na Arena da Amazônia

Evento criado por Isabelle Nogueira retorna após reunir mais de 30 mil pessoas na estreia
Mundo

Lutadora amazonense é indicada ao prêmio de melhores do ano do desporto universitário

Atleta de wrestling com títulos sul-americanos, mundial universitário e brasileiros concorre na premiação nacional de 2025.
Música

Boi Caprichoso lança primeiras toadas do álbum 2026 com tema ‘Brinquedo Que Canta Seu Chão’

EP com sete faixas foi divulgado em transmissão no Youtube no último domingo (1º); outras faixas serão lançadas ao decorrer da temporada
EntretenimentoFilmes, séries e TV

CineSesc Tocantins exibe filmes gratuitos em homenagem aos 60 anos de carreira de Zezé Motta

Retrospectiva Brasil apresenta clássicos e produções contemporâneas do cinema nacional em sessões abertas ao público
Eventos

Festival da Cunhã terá segunda edição em maio de 2026 na Arena da Amazônia

Evento criado por Isabelle Nogueira retorna após reunir mais de 30 mil pessoas na estreia

Relacionadas

Música

Duda Raposo lança ‘Diz Que Sim’ e marca nova fase da carreira

Faixa surge após período de pausa criativa e traduz momento de reconexão com a música
EntretenimentoEventos

Clássico de Ariano Suassuna, ‘O Auto da Compadecida’ retorna ao Teatro Amazonas para sessões especiais em março

Espetáculo será apresentado em sessão dupla no dia 10 de março pelos alunos da escola de artes Artemax; ingressos já estão à venda
Entretenimento

Hip hop transforma o Centro de Manaus em palco de resistência cultural durante o Carnaval

Evento gratuito no Largo São Sebastião reuniu rap, dança, grafite e DJ e marcou o encerramento do projeto Workshops Urbanos da Amazônia
Acessar o conteúdo