Comunicação

Sérgio Freire lança quarta edição do livro ‘Amazonês’

Foto: Divulgação

O professor Sérgio Freire, através da editora Valer, lançou na última quinta-feira (11), a quarta edição do livro “Amazonês – termos e expressões usadas no Amazonas”. O evento, que foi aberto ao público e convidados, aconteceu na galeria de artes do Icbeu e contou com o reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Sylvio Puga na apresentação da obra.

A obra de Freire é resultado de uma pesquisa rigorosa no campo da linguagem, registrando de forma meticulosa a fala característica dos habitantes do estado do Amazonas. O livro capta, por meio de vocábulos e enunciados, a peculiaridade dos falantes da língua portuguesa na Amazônia, fenômeno linguístico que resultou da interação dos falantes originários do português e as línguas indígenas, além de outras influências. 

Neiza Teixeira, professora doutora em Filosofia e responsável pela reedição da obra, comentou que a tarefa foi um reencontro com o falar originário e com a identidade linguística amazônica:

“A expressão máxima de um povo se manifesta por meio da língua. Sérgio Freire traz para o público uma obra que engrandece um povo ao mostrar que a língua que ele fala no seu dia a dia é fundamental, porque é a forma como ele se inscreve no mundo. Não se trata de retirar um riso ou de causar algum repúdio, trata-se de expressões do cotidiano, de identidade e de pertencimento”, disse Neiza.

O escritor Tenório Telles, que escreveu a orelha desta nova edição, que Sérgio Freire, com seus conhecimentos linguísticos, contribui de forma significativa para a afirmação dos estudos sociolinguísticos no Amazonas. Ele ajuda a fixar e preservar o modo de se falar e ser das populações das margens dos rios e beiradões da região. 

“Este é um livro necessário, pois é revelador de uma das mais significativas maneiras de o homem se apresentar e ser no mundo. E a linguagem que permite ver e dizer o que está dentro e fora de si. Com este livro divertido e curioso, Sérgio Freire presenteia o povo amazonense, que, de forma humorada, ironiza seu próprio modus vivendi, e revela, para os procedentes de outras regiões, a face sorridente e vigorosa dos caboclos da Amazônia”, ressaltou Tenório.

Fonte: ACrítica

 

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