
O Dia do Artesão, celebrado nesta quinta-feira (19), é uma data dedicada a reconhecer homens e mulheres que transformam saberes tradicionais em arte. No Amazonas, essa produção ganha uma dimensão a mais ao carregar elementos da floresta e das tradições dos povos originários.
A produção artesanal amazônica envolve etapas que começam na floresta, na coleta de sementes, fibras e materiais orgânicos, e só terminam na peça acabada. Para muitas comunidades indígenas, cada item vendido representa sustento e preservação cultural.
Um dos representantes dessa produção é o artesão Richardson Pinedo, natural de Tabatinga, que trabalha com peças feitas de miçangas, biojoias, sementes e fibras. Para ele, o artesanato vai além da criação estética.
“O artesanato deixou de ser um hobby e virou minha principal fonte de renda. É um trabalho sustentável, não só pela natureza, mas porque sustenta famílias e comunidades”, disse Richardson.
O trabalho de Richardson é inspirado na floresta e no cotidiano amazônico. Entre os temas recorrentes estão animais como arara e onça, além de frutas como o açaí.
Cada peça passa por etapas que vão do rascunho inicial à escolha e preparação dos materiais. “É um trabalho detalhado, que demora, mas no final sai uma peça muito bonita”, destacou.

O artesão também destaca que cada peça carrega uma história. “Cada grafismo tem uma história. Por isso é importante mostrar o trabalho, contar o que está por trás”, disse.
Para quem deseja iniciar no artesanato, Richardson reforça a importância de valorizar o próprio trabalho, e lembra que, ao fazer isso, cada artesão contribui para valorizar a atividade como um todo.
