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Artista amazonense leva instalação inspirada na Cobra Grande para a Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul

Natural de Manaus, Manauara Clandestina representará o Brasil com obra inédita sobre migração, identidade e cosmologia amazônica na primeira participação do país com um pavilhão próprio no evento

A artista visual amazonense Manauara Clandestina está entre os nomes confirmados na 16ª Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul, onde apresentará a instalação inédita “A COBRA GRANDE” (2026). Nascida em Manaus, ela integra a exposição “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento”, que marca o primeiro Pavilhão do Brasil na história da Bienal. O evento será realizado entre 5 de setembro e 15 de novembro, no Gwangju History & Folk Museum.

Imagem: Gonzalo Gaudenzi

Em um momento de forte projeção global, impulsionado por passagens marcantes pela Bienal de Veneza (2024) e pela 36ª Bienal de São Paulo (2025), a artista visual Manauara Clandestina é um dos nomes confirmados na 16ª Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul.

Ela integra a exposição “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento”, primeiro Pavilhão do Brasil na história do evento, em cartaz de 5 de setembro a 15 de novembro de 2026 no Gwangju History & Folk Museum.

Na mostra, Manauara apresenta “A COBRA GRANDE” (2026), instalação têxtil monumental concebida em colaboração com seu irmão, o psicólogo e educador Henrique de Farias. O trabalho nasce do encontro entre a lenda ancestral amazônica e a experiência viva da migração e do trabalho.

Obra dialoga com a identidade amazônica

Estruturada a partir de vestimentas funcionais, uniformes de trabalho e tecidos carregados de memórias de travessia, a obra evoca a entidade da Cobra Grande, mitologia que habita as águas dos rios amazônicos, altera escalas e refaz mundos.

Para a artista, a serpente funciona como uma metáfora da própria experiência migratória e da identidade amazônida, representando um corpo que se desloca, troca de pele, contorna fronteiras e se refaz continuamente sem jamais perder o vínculo com seu território de origem.

Imagem: Gonzalo Gaudenzi

A obra foi desenvolvida ao longo de um percurso itinerante que conecta a residência AiR 351 (Cascais, Portugal), a residência Tropismo (Seul) e a Bienal em Gwangju.

Serviço

O quê: Manauara Clandestina apresenta ‘A COBRA GRANDE’ (2026) no Pavilhão do Brasil da 16ª Bienal de Gwangju

Quando: 5 de setembro a 15 de novembro de 2026

Local: Gwangju History & Folk Museum (Gwangju, Coreia do Sul)

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