
A obra “Verde Vagomundo”, de Benedicto Monteiro, está presente na cenografia do pavilhão do Pará na Bienal Brasileira de Arquitetura, realizada de 26 de março a 30 de abril, em São Paulo. Relançado em 2025, o livro aparece no espaço “Caminho dos Rios”, que apresenta diferentes histórias e saberes sobre a Amazônia.
A Bienal reúne diferentes pontos de vista sobre o modo de habitar no Brasil, com propostas que refletem territórios e cultura. No pavilhão do Pará, “Caminho dos Rios” apresenta referências ligadas à memória, paisagens e conhecimentos ancestrais da Amazônia.
Além disso, o espaço também traz referências da cultura paraense, com a presença de artistas e personalidades como Fafá de Belém e o próprio Benedicto Monteiro.
Responsável pelo pavilhão paraense, a arquiteta e diretora criativa do Studio Tuca, Tuane Costa, afirma que a obra foi uma das referências centrais para a construção do espaço.
“Em 2025, mergulhei no livro ‘Verde Vagomundo’, que foi uma grande inspiração para a criação da cenografia e da arquitetura da ‘Varanda de Nazaré’, realizada pelo Studio Tuca. Esse livro chegou até mim através da cantora Fafá de Belém — e, como essa casa paraense também foi pensada para ela, isso tornou a presença dessa obra ainda mais simbólica.”, disse Tuane.
No ambiente que remete a uma “casa paraense”, o livro “Verde Vagomundo” aparece sobre a mesa de um escritório, compondo a ambientação.
Sobre o livro
Publicado originalmente em 1964, durante o período em que Benedicto Monteiro esteve preso por perseguição política, “Verde Vagomundo” nasceu em meio a um contexto de repressão.
A obra reflete as vivências do autor na Amazônia, no interior do Pará e carrega as marcas desse período no contexto histórico.