O Projeto Paradiso está com inscrições abertas para uma Bolsa Paradiso destinada exclusivamente a um(a) produtor(a) brasileiro(a) negro(a) participar do Creative Producer Indaba, programa internacional de formação do Realness Institute. É a primeira vez que a bolsa para o programa estabelece esse recorte racial, ampliando o apoio à participação de profissionais negros brasileiros em espaços internacionais de formação e conexão com o mercado. As inscrições ficam abertas até 3 de novembro.

Promovido pelo Realness Institute em parceria com o EAVE e o Indian Ocean International Film Festival (FIFOI), o Indaba reúne cerca de 15 produtores da África, do Oceano Índico e de outros territórios interessados em coproduções com o continente africano. O programa busca fortalecer habilidades criativas, estratégicas e de liderança e promover conexões entre profissionais de diferentes trajetórias e contextos.
A formação acontece em formato híbrido entre novembro de 2026 e abril de 2027, combinando atividades online e duas etapas presenciais: em Joanesburgo, na África do Sul, em fevereiro, e durante o Indian Ocean International Film Festival (FIFOI), na Ilha da Reunião, França, em abril.
A Bolsa Paradiso tem valor total de €10 mil, cobrindo a participação no programa e despesas relacionadas às etapas presenciais, como passagens aéreas, hospedagem, alimentação, seguro-viagem e ajuda de custo. Após a formação, o profissional selecionado passará a integrar a Rede Paradiso de Talentos.
Em 2025, a produtora e distribuidora Talita Arruda foi selecionada para a formação com uma Bolsa Paradiso. Para ela, a experiência no programa tem diferenciais que passam justamente pela perspectiva a partir da qual a produção e o audiovisual são discutidos. “O Creative Producer Indaba reúne profissionais de distintas trajetórias e contextos, mas que partilham a atuação e interesse na produção, num contexto dedicado aos cinemas africanos contemporâneos. Abordar a produção criativa permitiu dialogar não só sobre a narrativa, mas também sobre o pensamento criativo e engenhoso de fazer um filme existir. O espaço de compartilhamento é atravessado pela racialidade e por como isto está implicado na nossa presença e permanência no audiovisual. Foi muito importante perceber o letramento de uma perspectiva não ocidental. Isso realmente é único do Indaba.”
Podem concorrer produtores brasileiros negros com pelo menos dois anos de experiência profissional, interesse em coproduzir com o continente africano e que tenham atuado como produtor(a) executivo(a) principal ou coprodutor(a) executivo(a) em ao menos um longa-metragem de ficção ou documentário, uma série ou dois curtas-metragens. É necessário domínio do inglês, idioma em que o programa será realizado.
“Ao direcionarmos pela primeira vez esta Bolsa Paradiso exclusivamente a produtores negros, queremos ampliar o acesso desses profissionais a um espaço internacional de formação. O Creative Producer Indaba oferece uma oportunidade singular de construir relações profissionais e pensar a produção a partir de outros referenciais, fortalecendo também as possibilidades de colaboração e coprodução entre o Brasil e o continente africano”, afirma Josephine Bourgois, diretora executiva do Projeto Paradiso.
Para mais informações sobre as inscrições e para acessar o regulamento da Bolsa Paradiso, confira o site do Projeto Paradiso.
Sobre o Projeto Paradiso
O Projeto Paradiso, uma iniciativa filantrópica do Instituto Olga Rabinovich, investe em formação profissional e geração de conhecimento com programas de bolsas e mentorias, além de cursos e pesquisas. Focado na internacionalização, atua por meio de parcerias com instituições de referência no Brasil e no mundo, criando oportunidades para profissionais em diferentes fases da carreira. Desde 2018 a iniciativa já beneficiou centenas de profissionais brasileiros do audiovisual por meio de suas inúmeras iniciativas.