Arte

Corpo Negro Indígena abre inscrições para residência artística

Projeto do Sesc RJ seleciona 12 artistas de todo o Brasil para laboratório de 30 dias no Sesc Copacabana, com acompanhamento de profissionais convidados

O Corpo Negro Indígena, projeto do Sesc RJ dedicado à valorização da produção artística negra e indígena, realiza pela primeira vez uma residência artística em sua 6ª edição. Em 2026, a iniciativa terá foco na pesquisa e no desenvolvimento de processos criativos. A convocatória para o laboratório será lançada em 21 de setembro, com inscrições gratuitas abertas até o dia 27. Podem participar artistas da dança de todo o Brasil.

Imagem: Reprodução

A nova proposta responde à necessidade de ampliar os espaços dedicados à pesquisa no campo da dança, especialmente em um contexto em que políticas de fomento e editais contemplam com maior frequência a apresentação de obras já concluídas. Ao propor um período de imersão, o Corpo Negro Indígena busca valorizar o percurso de criação e oferecer condições para que artistas negros e/ou indígenas desenvolvam suas investigações.

“A pesquisa é uma dimensão fundamental do trabalho artístico, mas nem sempre encontra espaço nas estruturas de fomento à dança. Ao criar uma residência dedicada a esse processo, o Corpo Negro Indígena busca oferecer aos artistas condições para desenvolver suas investigações com mais tempo e liberdade, sem a exigência de chegar a uma obra acabada. É uma oportunidade de experimentar, trocar com outros profissionais e descobrir caminhos que podem dar origem a novos trabalhos”, afirma André Gracindo, analista de Artes Cênicas do Sesc RJ.

Serão selecionados 12 artistas para um processo de 30 dias de trabalho, acompanhado por profissionais convidados com trajetórias no campo das artes cênicas. A proposta é que os participantes desenvolvam suas pesquisas em diálogo com esses artistas colaboradores, compartilhando experiências e perspectivas ao longo da residência. Os selecionados receberão uma bolsa de participação para o custeio de despesas pessoais.

O grupo reúne artistas, pesquisadores e docentes com experiências em diferentes campos das artes cênicas. Entre as trajetórias estão a pesquisa sobre culturas negras, memória e políticas de resistência de Carmen Luz; as investigações de Deise de Brito sobre corpo, ancestralidade, cena e arquivo; a atuação de Mário Nascimento na criação coreográfica e na direção artística; e as pesquisas de Jorge Vasconcellos sobre arte contemporânea e práticas estético-políticas. Soraya Martins, também convidada, amplia esse conjunto com sua atuação em teatralidades negras brasileiras, crítica e dramaturgias.

Ao final do laboratório, os artistas apresentarão uma mostra dos processos criativos, abrindo ao público a possibilidade de acompanhar parte das investigações desenvolvidas durante o período. A atividade integra o projeto, que aborda questões sociais, estéticas e culturais relativas aos corpos negros e/ou indígenas por meio de diferentes linguagens, como dança, performance, audiovisual, debates, oficinas e intercâmbios entre profissionais.

Área de serviço

Corpo Negro Indígena – Laboratório de Criação

Local: Sesc Copacabana – Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro (RJ)

Lançamento da convocatória: 21 de setembro de 2026

Inscrições: de 21 de setembro até as 17h de 27 de setembro de 2026

Seleção: 28 de setembro a 5 de outubro de 2026

Resultado: 6 de outubro de 2026

Início das atividades: 12 de outubro de 2026

Participação: gratuita, com 12 vagas

Público: artistas da dança de todo o Brasil

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