O cinema rondoniense ganha um novo título autoral com o curta-metragem “A Idade da Solidão”, dirigido por Amanara Brandão Lube e roteirizado por Édier William. Com 15 minutos de duração, a obra aborda temas como memória, envelhecimento, invisibilidade social e as conexões humanas.

Imagem: Divulgação
Ambientado em Porto Velho, o filme acompanha Clara, uma mulher negra, idosa e viúva que vive sozinha e passa a enfrentar o medo de perder suas memórias. Para resistir ao esquecimento, ela começa a gravar e narrar o próprio cotidiano, transformando a própria voz em um instrumento de preservação.
Esse recurso também estrutura a narrativa do filme, já que a personagem descreve o mundo ao seu redor, incorporando a audiodescrição diretamente à dramaturgia da obra.
Narrativa aposta em acessibilidade
A proposta do curta integra a acessibilidade desde a concepção do projeto. Além da audiodescrição inserida na narrativa, a produção conta com tradução em Libras e legendagem descritiva, ampliando o acesso do público.
Mais do que um retrato da terceira idade, o filme também propõe uma reflexão sobre o valor das conexões humanas e sobre a necessidade de reconhecer histórias que muitas vezes são invisibilizadas. Ao colocar a memória como eixo central, a obra reforça o cinema como espaço de escuta e sensibilidade.
O projeto foi contemplado pelo Edital 001/2024/SEJUCEL/SIEC, por meio da Lei Paulo Gustavo.
Até o momento, “A Idade da Solidão” não tem exibições confirmadas em salas de cinema comerciais nem está disponível em plataformas de streaming, devendo circular inicialmente em mostras e eventos culturais.