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Pajés e tuxauas do Boi Caprichoso levam ancestralidade amazônica ao Sambódromo do Anhembi

Artistas do Festival de Parintins participaram do desfile com personagens que simbolizam a resistência e a identidade dos povos originários
Alegoria em que Erick Beltrão desfilou. Imagem: Vinicius Vasconcelos

O pajé Erick Beltrão e as tuxauas Ira Maragua, Jéssica Maragua e Giovana Borari, artistas do Boi Caprichoso, participaram do desfile da Gaviões da Fiel no último sábado (14), em São Paulo, levando para a avenida símbolos da cultura indígena amazônica. 

Com o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”, a escola destacou narrativas ligadas à memória, resistência e preservação dos territórios indígenas, propondo uma reflexão sobre a relação entre floresta, cultura e futuro. 

Personagens ligados à liderança espiritual e à organização tradicional dos povos indígenas ganharam destaque nas alegorias, reforçando o caráter simbólico do desfile. 

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Segundo o carnavalesco e ex-artista do Boi Caprichoso, Rayner Pereira, os personagens tiveram papel central na construção simbólica do desfile. “O pajé representa todos os povos originários. Ele conduz a luta espiritual e simboliza proteção, sabedoria e resistência. É uma imagem forte dentro do enredo”, afirmou. A proposta também destacou a presença das tuxauas como representação de liderança e continuidade cultural. 

Na composição final do desfile, uma das alegorias apresentou uma releitura simbólica de Brasília sob a perspectiva dos povos indígenas, com elementos visuais que associaram reflorestamento, território e reconstrução ambiental. 

Para Rossy Amoedo, presidente do Boi Caprichoso, a participação reforça o alcance cultural do espetáculo amazônico. “Estamos levando para o Sambódromo do Anhembi artistas que carregam a identidade e a verdade dos povos da Amazônia. O pajé e as tuxauas simbolizam resistência, liderança e compromisso com a preservação da floresta. É a cultura de Parintins ocupando um dos maiores palcos do Brasil com responsabilidade e protagonismo”, destacou. 

Com forte presença simbólica e narrativa voltada à ancestralidade indígena, o desfile contribuiu para o desempenho da escola, que terminou a apuração na segunda colocação.

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